sábado, 2 de julho de 2022

Mistério envolve a carreira de Luan no Corinthians

 POR ROBERTO MAIA

Quando conquistou a Libertadores de 2017 com o Grêmio, Luan foi considerado o melhor jogador das Américas. (Foto: Rodrigo Coca/Ag. Corinthians)

O Corinthians está bem vivo nas três competições em que está participando – Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil e Libertadores. Apesar do elenco bastante limitado e dos vários casos de lesões de alguns dos principais jogadores. O treinador Vítor Pereira tem sofrido bastante para escalar times competitivos por causa dos desfalques.

E nem assim o meia Luan aparece entre os relacionados. A última vez que entrou em campo foi em 19 de fevereiro, em jogo contra o Botafogo-SP, ainda na primeira fase do Paulistão. Há mais de quatro meses sem jogar, está praticamente encostado apesar de continuar treinando normalmente junto com os demais atletas.

Diretores já não escondem que estão torcendo para que haja o interesse de algum clube nessa janela de transferências. Anteriormente, Bahia, Sport e Atlético-GO demonstraram interesse em ter Luan por empréstimo – com o Corinthians pagando a maior parte do salário –, mas o jogador não aceitou sair.

Que estranho mistério é esse que envolve a carreira de Luan, que aos 29 anos de idade deveria estar no seu auge técnico? Principal contratação do Timão em dezembro de 2019, o atleta chegou como o craque que comandaria o time em campo. E o seu currículo no Grêmio o credenciava para isso. No tricolor gaúcho ele foi eleito, inclusive, o Rei da América na conquista da Copa Libertadores de 2017. O Alvinegro investiu quase R$ 29 milhões para comprar 50% do seu passe. Ele tem contrato até o final de 2023 e recebe um salário estimado em mais de R$ 700 mil mensais.

Principal contratação para a temporada de 2020, Luan chegou com status de craque para comandar o Timão em campo. (Foto: Daniel Augusto Jr./Ag. Corinthians)

Desde que o técnico Vitor Pereira assumiu, Luan nunca mais entrou em campo. Ficou na reserva em alguns jogos, foi cortado em outros e depois nem relacionado foi mais. Em entrevistas coletivas o português já disse que não desiste de nenhum jogador e que depende apenas dele se adaptar às suas exigências táticas.

Segundo Vitor Pereira, Luan já esteve três vezes para ser escalado, e no último momento, queixou-se de um desconforto e foi para o departamento médico. “Era para ele vir, só que no último treino, queixou-se de um problema e foi para o departamento médico. Isso aconteceu três vezes", disse.

Estaria Luan dando o famoso “migué”, que é quando um jogador diz estar sentindo alguma dor apenas para não jogar? E por que estaria fazendo isso? Difícil entender o que se passa na cabeça do jogador. Segundo o Corinthians, Luan não tem nenhum problema muscular ou de lesão.

Muita gente questiona se ele não estaria sofrendo de depressão ou outro problema psicológico como a síndrome da auto-sabotagem, por exemplo. Pouco conhecida no passado, essa doença induz as pessoas a acreditarem que o fracasso será inevitável em sua vida. O distúrbio faz com que elas sabotem suas próprias conquistas, criando mecanismos para fugir de situações em que não se sintam seguras para desempenhar. O consultor médico do Corinthians, Joaquim Grava, chegou a propor ajuda psicológica a Luan, que não aceitou.

Quando chegou ao Corinthians, Luan se declarou torcedor do clube o que, provavelmente, aumentou a sua responsabilidade no clube e perante a torcida. No mundo do futebol é comum a afirmação de que a “camisa pesou” para alguns jogadores. Afinal, estaria Luan doente ou simplesmente a camisa do Corinthians ficou muito “pesada” para ele? O futuro dirá.

ROBERTO MAIA É JORNALISTA, CRONISTA ESPORTIVO E EDITOR DO PORTAL TRAVELPEDIA.COM.BR

sábado, 21 de maio de 2022

Racismo no futebol é deplorável e tem que ser punido com rigor

POR ROBERTO MAIA

Momento exato em que o lateral-direito do Corinthians Rafael Ramos teria ofendido Edenilson. (Foto: Reprodução)

Um dos melhores jogos do Campeonato Brasileiro até agora foi, sem dúvida, o clássico entre Internacional e Corinthians no último domingo. Infelizmente, o confronto que terminou empatado em 2 a 2 ficou marcado pela possível injúria racial cometida pelo lateral-direito do Timão, o português Rafael Ramos, contra o capitão do Colorado, Edenilson.

Segundo Edenilson, o atleta do Corinthians o teria chamado de macaco durante uma disputa de bola. E apesar da confusão que se seguiu, nenhum jogador e nem a equipe de arbitragem testemunhou o possível crime, que de acordo com o Código Penal brasileiro prevê pena de um a três anos de reclusão.

Após o jogo, Edenilson inconformado com a situação resolveu denunciar e registrou a ocorrência à autoridade policial presente à arena colorada. Rafael Ramos, que nega a ofensa, foi preso em flagrante pelo crime de injúria racial. Após pagar fiança estabelecida em R$ 10 mil ele foi solto e agora responderá em liberdade.

Paralelamente, a Procuradoria da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) também irá investigar o caso. A pena para esse delito dentro do âmbito do direito desportivo vai de cinco até dez jogos de suspensão, além de multa de R$ 100 a R$ 100 mil.

Mas nas mídias sociais e parte da imprensa, Rafael Ramos e Edenilson já estão sendo julgados e condenados – ou cancelados como é o termo em moda. Torcedores corinthianos e colorados estão se posicionando e condenando os jogadores. Uns dizem que se o português foi racista tem que ser mandado embora por justa causa pelo Corinthians e voltar para Portugal. Outros têm certeza que Edenilson está mentindo e tentando prejudicar deliberadamente o jogador corinthiano e o Timão. Calma, pessoal, muita calma.

Rafael Ramos nega a acusação de Edenilson e garante que tudo não passa de mal-entendido.
(Foto: Rodrigo Coca/Ag. Corinthians)

O assunto é polêmico sem dúvida e lamentável que ainda possa acontecer em um jogo de futebol. Mas não pode ser tratado com clubismo. Os jogadores são seres humanos e têm famílias. A Polícia Civil do Rio Grande do Sul precisa investigar todos os dados disponíveis, peritos analisarão as imagens e a Justiça atuar em cima de fatos concretos. Quem estiver com a razão, independentemente da cor da camisa, deverá ser punido com rigor. Tudo dentro da lei.

Por outro lado, passou da hora da FIFA e federações e confederações de futebol se posicionarem a respeito do racismo dentro do futebol. Multas de baixo valor não irão inibir a continuidade de atos racistas mundo afora. No Brasil e em outros países da América do Sul tem sido comum nos jogos da Libertadores, torcedores imitando macacos para ofender jogadores e provocar adversários.

Enquanto os clubes não forem punidos com perdas de mandos de campo, pontos e mais multas altas nada mudará. Um torcedor que pratica atos racistas dentro de um estádio de futebol faz parte do jogo e pode prejudicar o seu time de coração. Enquanto isso não ficar claro, nada mudará.

Basta, racismo nunca mais!

ROBERTO MAIA É JORNALISTA, CRONISTA ESPORTIVO E EDITOR DO PORTAL TRAVELPEDIA.COM.BR

quinta-feira, 14 de abril de 2022

Cássio merece respeito e reverência da torcida do Corinthians

 POR ROBERTO MAIA

Foto: Rodrigo Coca/Agência Corinthians

O Corinthians estreou na Copa Libertadores de 2022 perdendo para o Always Ready em La Paz, na Bolívia. Sem levar em consideração os 3.600 metros de altitude da capital boliviana, que faz a bola ganhar velocidade e causa falta de ar em quem não está acostumado, a torcida corinthiana não aceitou a derrota. Revoltados os torcedores foram às redes sociais e bradaram que faltou raça ao time.

No dia seguinte, uma comitiva com 14 integrantes da torcida organizada Gaviões da Fiel foi ao Centro de Treinamento do Corinthians para mais uma reunião com dirigentes, comissão técnica e jogadores. Como sempre acontece, a entrada foi liberada pela diretoria corinthiana e a conversa aconteceu. Segundo o presidente da Gaviões, o grupo foi pedir mais empenho e raça dos jogadores nos jogos.

Há quem defenda essas reuniões, da mesma forma que outros acham inadmissível os torcedores entrarem no local de trabalho dos jogadores para dar bronca. Se está certo ou errado, o fato é que não é de hoje que presidentes do Corinthians permitem essas conversas. Algo impensável no futebol profissional praticado na Europa, por exemplo.

Como tudo hoje em dia, o assunto repercutiu rapidamente nos sites e mídias sociais. Talvez por isso, outros torcedores também se sentiram no direito de cobrar e até ameaçar de morte ídolos do clube como o goleiro Cássio, o zagueiro Gil e o meia-atacante William, além do presidente Duílio Monteiro Alves. E não apenas eles. Os valentões da internet também ameaçaram esposas e filhos dos atletas.

No caso de Cássio, um dos maiores ídolos da história contemporânea do Corinthians, as ameaças foram feitas através do Instagram. Áudios e uma foto de uma arma sobre a camisa do Timão foram enviados para o personal trainer da esposa do goleiro, que também foi alvo de ofensas.

Foto: Daniel Augusto Jr./Agência Corinthians

Será que esse e outros torcedores radicais já esqueceram da história vitoriosa de Cássio no Corinthians? E das conquistas em que ele foi o protagonista? Há 10 anos no clube, o camisa 12 levantou nove taças nesse período: Copa Libertadores (2012), Mundial de Clubes (2012), Recopa Sul-Americana (2013), Brasileirão (2015 e 2017) e Campeonato Paulista (2013, 2017, 2018 e 2019).

Com 34 anos, titular absoluto e capitão do time, Cássio completou 577 jogos pelo Corinthians na estreia do Brasileirão domingo passado. Ele já é o sexto jogador que mais atuou pelo Timão, atrás apenas de Biro-Biro (590), Zé Maria (598), Ronaldo Giovanelli (602), Luizinho (606) e Wladimir (806). Se nada acontecer, ele fechará o ano na segunda posição.

Os números falam por si e Cássio merece todas as reverências por parte dos torcedores. Claro que em alguns jogos ele falhou, mas o seu saldo é amplamente positivo. E cabe somente ao treinador decidir se o mantém como titular ou se o retira do time para deixá-lo na reserva.

Apesar de tudo o que aconteceu, Cássio segue no Corinthians e foi a campo no domingo contra o Botafogo, no Rio de Janeiro. Após o jogo, o goleiro deu entrevistas onde lamentou a situação que gerou pânico entre seus familiares. Ele disse que boatos deram início à onda de ódio contra ele e outros líderes do time, sobre uma suposta "panelinha" que queria derrubar o técnico Vítor Pereira. “Fiquei chateado com as pessoas envolverem meu nome com panela, time rachado e outras coisas, isso não existe no Corinthians. Respeito a crítica, sou ser humano, erro, mas jamais vou me sentir maior que a instituição”, disse.

Tudo indica que Cássio seguirá atuando pelo Corinthians, bem como William e Gil. Mas nem sempre foi assim. Outros ídolos da história corinthiana também foram ameaçados e até agredidos por torcedores. Casos de Rivelino – na minha opinião o maior jogador da história do Corinthians -, Edilson, Carlitos Tevez, Roberto Carlos, Emerson Sheik e Paolo Guerreiro somente para citar nomes mais importantes. E ouso afirmar que Ronaldo Fenômeno optou por encerrar a carreira em um momento de muitas críticas da torcida contra os jogadores.

A torcida do Corinthians sempre tão elogiada pelo papel decisivo que desempenha, não pode permitir que alguns poucos ameacem e agridam os ídolos que contribuíram nas conquistas e entraram para a história centenária do clube.

ROBERTO MAIA É JORNALISTA, CRONISTA ESPORTIVO E EDITOR DO PORTAL TRAVELPEDIA.COM.BR

sexta-feira, 1 de abril de 2022

Seleção mantém invencibilidade e estabelece um novo recorde nas Eliminatórias da América do Sul

 ROBERTO MAIA

Com a vitória sobre a Bolívia a seleção brasileira chegou aos 45 pontos, batendo o recorde da competição. (Foto: Lucas Figueiredo/CBF)

Jogar na altitude de La Paz, na Bolívia, é sempre um problema. Mas a seleção brasileira enfrentou muito bem os 3.600 metros e de quebra goleou a seleção local por 4 a 0, em jogo realizado no dia 29 e válido pelas Eliminatórias da Copa do Mundo FIFA Catar 2022. A estratégia da comissão técnica foi ficar concentrada na cidade de Cochabamba, que está no nível do mar, e viajar para a capital boliviana apenas duas horas antes do jogo. Tite também levou a campo vários jogadores jovens que apesar das dificuldades deram conta do recado.

Com a vitória a nossa seleção, que é líder e invicta, chegou aos 45 pontos, batendo o recorde da competição, que pertencia à Argentina com 43 pontos conquistados nas Eliminatórias para a Copa de 2002. Foram 17 jogos com 14 vitórias e três empates, além de 40 gols marcados e apenas cinco sofridos. Importante lembrar que ainda há um jogo pendente contra o selecionado argentino por causa da suspensão da partida que começou, mas logo foi interrompida na Neo Química Arena, em São Paulo.

Durante o jogo contra os bolivianos os jovens brasileiros inteligentemente tocavam a bola para manter o ritmo lento do jogo e, assim, evitar o desgaste causado pela altitude. Deu certo. Aos poucos foi envolvendo os adversários até que aos 23 minutos do primeiro tempo Bruno Guimarães limpou a marcação e passou a bola para Lucas Paquetá abrir o placar. O segundo gol saiu aos 44 minutos com Richarlison.

No segundo temo a Bolívia tentou acelerar o jogo e construiu várias oportunidades para marcar. Não conseguiram por sorte e ótimas intervenções de Alisson.

Vale ressaltar que, apesar dos 38 anos de idade, Daniel Alves parecia não sentir os efeitos da altitude e comandava o time em campo. E o veterano quase marcou o dele ao em um chute de fora da área logo no início do segundo tempo do jogo.

Com excelente desempenho, Bruno Guimarães comemorou muito o terceiro gol do Brasil sobre a Bolívia (Foto: Lucas Figueiredo/CBF)

O terceiro gol brasileiro foi marcado por Bruno Guimarães em um lindo chute de primeira. O volante brasileiro fez um ótimo jogo e certamente garantiu sua ida à Copa. Outro jovem que aproveitou a oportunidade dada por Tite foi Gabriel Martinelli, atacante que joga no Arsenal da Inglaterra. Ele teve duas oportunidades de marcar e por pouco não conseguiu. 

Com 3 a 0, Tite fez substituições para manter o fôlego do time e colocou em campo Guilherme Arana, Arthur e Rodrygo e aos 45 minutos Richarlison fechou o placar: 4 a 0.

Após o jogo o treinador elogiou o desempenho dos jogadores brasileiros na altitude de La Paz, mesmo quando promove alterações significativas na escalação. "É muito difícil o desempenho que tivemos jogando contra a qualidade da Bolívia e aqui em La Paz. Qualquer expectativa que pudesse colocar em cima de todo esse desempenho, em termo de análise qualitativa e quantitativa, vir para cá com tamanhas adversidades e fazer um placar tão elástico, com número de finalizações importante, mantendo nível, alternando sem perder o modelo", afirmou o treinador brasileiro.

ROBERTO MAIA É JORNALISTA, CRONISTA ESPORTIVO E EDITOR DO PORTAL TRAVELPEDIA.COM.BR

 

quinta-feira, 24 de março de 2022

Vitor Pereira empolga a Fiel e quer conquistar títulos no Corinthians

 

ROBERTO MAIA

Vitor Pereira deixou os ternos que usava em Portugal e adotou estilo despojado no Corinthians. (Foto: Rodrigo Coca/Ag.Corinthians)

A torcida do Corinthians está encantada com Vitor Pereira. Apesar de ter perdido dois clássicos para São Paulo e Palmeiras, os torcedores acreditam que o treinador português possa mudar o jeito do Timão jogar. O que todos esperam é que ele deixe no passado o estilo de jogo de muitos toques laterais, lento e sem intensidade que o time se acostumou nos últimos tempos.

Vitor Pereira desde a sua apresentação não escondeu a empolgação com os jogadores do elenco alvinegro. "Há qualidade técnica no elenco. Vamos pensar na intensidade, pois temos jogadores experientes. Minha carreira toda foi projetando uma metodologia de treino e um modelo de jogo, mas ser treinador é muito mais do que isso. É chegar, avaliar bem o que temos e então deixar os jogadores confortáveis no modelo de jogo", afirmou em sua primeira entrevista coletiva como técnico do Corinthians.

Seu otimismo também empolgou a Fiel Torcida. Vitor Pereira disse que seu objetivo no futebol brasileiro é conquistar títulos. "Quero títulos. Gosto de ganhar com qualidade de jogo, mas ganhar é fundamental. Em um clube desta dimensão, com uma torcida enorme, é importante competir por títulos. Não posso prometer os títulos, mas posso prometer o trabalho para ir em busca deles", disse.

Antes de ser treinador, Vitor Pereira jogou como volante em times de Portugal. Não teve muito destaque e vestiu as camisas do Sporting de Espinho, Avanca, Oliveirense, Esmoriz, Estarreja, Fiães, São João de Ver e Lobão.

Após o término da carreira, formou-se em Educação Física na Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física da Universidade do Porto. No curso de treinador concluiu o quarto nível como o segundo melhor aluno da turma.

Inicialmente integrou a equipe técnica do Gondomar, Arrifanense e Esmoriz. Em 2002, assumiu a equipe de juniores Sub-15 do Padroense. No ano seguinte, desempenhou a mesma função no Porto.

Na temporada 2004/2005 teve a primeira experiência como treinador de um time principal ao substituir Luís Castro no comando da Sanjoanense, que na época disputava a segunda divisão do campeonato português. Não conseguiu levar o time para a primeira divisão e terminou a competição na quinta posição.

No ano seguinte foi contratado pelo Sporting de Espinho que também disputava a Série B. O time fez um bom campeonato, mas não conseguiu subir e terminou na segunda colocação.

Em 2007, retornou ao Porto para treinar a equipe Sub-15. Um ano depois foi contratado pelo Santa Clara, em 2008, onde ficou por duas temporadas.

Sua ligação com o Porto o levou de volta ao clube em 2010 para ser auxiliar-técnico do treinador André Villas-Boas até ao final da temporada. Com a saída de Villas-Boas para o Chelsea no ano seguinte, Vitor Pereira assinou contrato de duas temporadas como treinador principal. E o primeiro título como treinador veio em agosto de 2011, quando o Porto conquistou a Supertaça de Portugal.

O treinador português tem o desafio de mudar o estilo de jogo do Timão e deixar o time mais competitivo. (Foto: Rodrigo Coca/Ag.Corinthians)

Em 2012, ano em que o Corinthians venceu a Libertadores e o Mundial de Clubes, Vitor Pereira também conquistou seu primeiro título de campeão nacional. As coisas continuaram a dar certo e ele colecionou conquistas. Venceu novamente a Supertaça de Portugal, foi tricampeão nacional, e bicampeão na Liga.

No Porto o treinador comandou o time em 93 jogos e obteve um excelente desempenho: 65 vitórias, 16 empates e 12 derrotas. Ao todo, foram 190 gols marcados e apenas 67 sofridos. A campanha chamou a atenção do Al-Ahli da Arábia Saudita, que o contratou em junho de 2013. A carreira internacional seguiu com sua ida para o Olympiacos em 2015. No futebol grego foi campeão da Super Liga e da Copa da Grécia.

Depois vieram tempos sombrios. Treinou o Fenerbahçe, na Turquia, e foi demitido após atrito com a diretoria do clube. Na sequência da carreira foi para o modesto 1860 München, na Alemanha, que acabou rebaixado para a terceira divisão do campeonato alemão.

Em 2017, aceitou convite para comandar o Shanghai SIPG, na China, onde substituiu o compatriota André Villas-Boas e conquistou o campeonato chinês de 2018 e também a Supercopa de 2019.

Antes de aceitar o convite do Timão, Vitor Pereira ainda voltou a comandar o Fenerbahçe em 2021. Novamente passou em branco e foi demitido pelo clube turco.

Como deu para perceber, a carreira do treinador português é cheia de altos e baixos. No Corinthians ele espera – e os torcedores também – escrever uma nova etapa vitoriosa em sua carreira. O desafio é grande.

ROBERTO MAIA É JORNALISTA, CRONISTA ESPORTIVO E EDITOR DO PORTAL TRAVELPEDIA.COM.BR

sábado, 29 de janeiro de 2022

Com Daniel Alves e Coutinho, Tite vai fechando o grupo que irá para a Copa no Catar

 ROBERTO MAIA

Tite acredita no potencial de Daniel Alves e a sua convocação apesar de não estar na sua melhor fase prova isso. (Foto: Lucas Figueiredo/CBF)

Já classificada para disputar a próxima Copa do Mundo FIFA 2022 no Catar, que será realizada entre 21 de novembro e 18 de dezembro de 2022, a Seleção Brasileira está invicta nas Eliminatórias Sul-Americanas, além de liderar a competição com 36 pontos.

A Seleção comandada por Tite está sobrando nas Eliminatórias, mas ainda gera dúvidas entre os torcedores. O motivo é a falta de jogos contra seleções de ponta, principalmente as da Europa. Desde o último Mundial disputado na Rússia em 2018, o Brasil realizou apenas um jogo contra uma seleção europeia, a República Tcheca, em março de 2019. O motivo da preocupação se justifica, afinal os europeus venceram as quatro últimas edições da Copa do Mundo: França (2018), Alemanha (2014), Espanha (2010) e Itália (2006).

Fora a falta de confrontos contra seleções da Europa, outro motivo de preocupação é a teimosia de Tite em convocar jogadores que não atravessam o melhor nível técnico. O treinador brasileiro é conhecido por convocar jogadores da sua confiança, independentemente se estão apresentando um bom desempenho.

Exemplos disso que estou falando foram as convocações de Daniel Alves e Phillippe Coutinho, que retornam à Seleção apesar de não estarem bem em seus times. São apostas arriscadas do treinador e servem para desanimar aqueles que ainda sonham com a Copa no Catar e ainda não garantiram lugar no grupo.

Após amargar a reserva no Barcelona, Phillippe Coutinho começou vida nova no Aston Villa, na Inglaterra. (Foto: Reprodução avfc.co.uk)

Com 38 anos de idade, já na fase final da carreira e jogando muito abaixo do que já mostrou no passado, Daniel Alves não atuava há mais de seis meses. Depois de deixar o São Paulo, ele está de volta ao Barcelona, mas está longe de apresentar o futebol que o consagrou.

Mesma situação vive Coutinho. Reserva no Barça conseguiu se transferir este mês para Aston Villa, da Inglaterra, país em que brilhou com a camisa do Liverpool. O jogador já mostrou que pode ser útil e até desequilibrar jogos, porém, a sua convocação no momento não se justifica.

O tempo dirá se a aposta de Tite pode render frutos. Caso contrário poderá ser o fim da linha para o treinador brasileiro no comando da Seleção.

ROBERTO MAIA É JORNALISTA, CRONISTA ESPORTIVO, EDITOR DO JORNAL MERCADO & EVENTOS E DIRETOR DO PORTAL TRAVELPEDIA.COM.BR

sábado, 15 de janeiro de 2022

Grandes de São Paulo apresentam os reforços para a temporada 2022

ROBERTO MAIA 

Paulinho volta ao Corinthians com apoio do Grupo Taunsa, a nova parceira do Timão (Foto: Rodrigo Coca/Ag.Corinthians)

Como sempre acontece nos primeiros dias de janeiro, o mercado da bola fica agitado com as contratações e saídas de jogadores dos principais times brasileiros. Aqui em São Paulo os três grandes da capital mais o Santos monopolizam as atenções dos torcedores.

São Paulo

Nikão, ex-Athletico-PR, chega ao Morumbi com status de estrela (Foto: Gustavo Oliveira/athletico.com.br)

O atual campeão paulista, segue em busca de um time mais competitivo do que o que encerrou a temporada de 2021. Cinco reforços foram anunciados até o momento: Rafinha (lateral-direito), Jandrei (goleiro), Patrick (meia), Alisson (meia-atacante) e Nikão (atacante). O Tricolor, que ainda tenta o empréstimo de Soteldo junto ao Toronto FC, estreia no Paulistão no dia 27 de janeiro, contra o Guarani, em Campinas.  

Palmeiras

Revelado nas categorias de base do Cruzeiro, Murilo estava no Lokomotiv Moscou desde 2019 (Foto: Cesar Greco/Palmeiras)

Com as atenções voltadas para a disputa do Mundial Interclubes da FIFA, em fevereiro, o clube já anunciou quatro reforços: Eduard Atuesta (meia), Jailson (volante), Rafael Navarro (atacante), Marcelo Lomba (goleiro) e Murilo, zagueiro que estava no Lokomotiv Moscou, da Rússia.

O Verdão fará sua estreia no Paulistão no dia 23 de janeiro, contra o Novorizontino.

Corinthians 

Paulinho usará a camisa número 15 em seu retorno ao Corinthians (Foto: Rodrigo Coca/Ag.Corinthians)

O Timão terminou a temporada de 2021 deixando seus fiéis torcedores empolgados. As contratações de Roger Guedes, Giuliano, Renato Augusto e William deram esperança de títulos em 2022. O volante Paulinho retorna ao clube que o consagrou e usará a camisa 15 do Timão. O lateral-esquerdo Bruno Melo, do Fortaleza; o goleiro Ivan, da Ponte Preta; e o zagueiro Robson Bambu devem ser os próximos a serem anunciados.

Outros reforços especulados são Diego Costa (centroavante) e Kanu (zagueiro) do Botafogo, além dos uruguaios Cavani (Manchester United) e Luis Suárez (Atlético de Madrid).

O Timão estreia no Paulistão no dia 25 de janeiro, contra a Ferroviária, na Neo Química Arena.

Santos

No Santos, Ricardo Goulart irá usar a mítica camisa 10 eternizada pelo Rei Pelé (Ivan Storti/Santos FC)

Depois de um 2021 onde brigou para não ser rebaixado no Brasileirão, o Alvinegro já definiu três reforços para a temporada: Bruno Oliveira (meia), Eduardo Bauermann (zagueiro) e Ricardo Goulart (meia-atacante). Principal contratação do Peixe, Ricardo Goulart estava sem clube desde novembro quando rescindiu com o Guangzhou, da China. O centroavante Pablo, do São Paulo, é nome muito comentado na Vila Belmiro e poderá chegar por empréstimo.

No Campeonato Paulista o Santos fará sua estreia no dia 26 de janeiro, contra a Inter de Limeira.