terça-feira, 11 de abril de 2023

Palmeiras se impõe e conquistas o 25° Paulistão da sua história

POR ROBERTO MAIA

O Palmeiras agora tem 25 taças do Paulistão, apenas cinco a menos que o arquirrival Corinthians. (Foto: Cesar Greco/Palmeiras)

O Palmeiras distribuiu chocolate no domingo de Páscoa ao derrotar o Água Santa por 4 a 0 e conquistou o bicampeonato paulista. Após ser derrotado no primeiro jogo (2 a 1), o Verdão entrou em campo disposto a reverter o resultado ou “passar vergonha” como disse o treinador Abel Ferreira. Não passou, muito pelo contrário.

Com dois gols de Gabriel Menino, Endrick e Flaco López, o Palmeiras agora coleciona 25 taças do Paulistão. É o segundo maior vencedor, atrás apenas do arquirrival Corinthians que tem 30.

Em 2022, o Verdão também reverteu um placar desfavorável no primeiro jogo contra o São Paulo, que venceu no Morumbi por 3 a 1. No Allianz Parque derrotou o Tricolor por 4 a 0.

O fato é que o Palmeiras atualmente não tem adversários à altura na competição estadual. Está nadando de braçada. Com um elenco milionário que responde fielmente ao comando certeiro de Abel Ferreira, impõe seu jogo e passa por cima dos demais concorrentes.

O treinador português chaga assim ao seu oitavo título desde que chegou ao clube no final de 2020. Um feito notável sem dúvida. Abel igualou Vanderlei Luxemburgo em número de conquistas no Verdão e fica atrás somente de Oswaldo Brandão, que levantou 10 taças.

Em apenas dois anos e meio, Abel Ferreira venceu o Paulistão duas vezes (2022 e 2023), o bicampeonato da Libertadores (2020 e 2021), além de campeão brasileiro (2020), da Recopa Sul-Americana (2022), Copa do Brasil (2020) e Supercopa (2023). Importante lembrar que nos últimos 10 anos o Verdão conquistou 12 títulos.

Weverton é o goleiro com mais títulos conquistados na história do Palmeiras. (Foto: Cesar Greco/Palmeiras)

Mas no atual elenco palmeirense ninguém tem mais conquistas que o goleiro Weverton. Desde 2018, quando chegou ao Verdão, ele levantou 10 taças e se isolou como o goleiro com mais títulos na história do clube.

Mas o domingo de Páscoa não foi feliz apenas para a torcida do Palmeiras. No Rio de Janeiro, o Fluminense sagrou-se campeão revertendo um resultado negativo no primeiro jogo da decisão contra o Flamengo. O resultado (4 a 1) refletiu o que aconteceu no Maracanã. O Tricolor comandado por Fernando Diniz venceu o Mengão com autoridade.

Ao contrário de Abel Ferreira que coleciona conquistas, o seu compatriota Vitor Pereira acumula fracassos no Brasil. Em sua passagem pelo Corinthians não conquistou nenhum título. Deixou o Timão alegando problemas na saúde da sogra e assinou com Flamengo, um time vencedor nas mãos de Dorival Junior. E em apenas três meses conseguiu a façanha de perder quatro decisões: Supercopa do Brasil, Mundial de Clubes, Recopa Sul-Americana e Campeonato Carioca.

ROBERTO MAIA É JORNALISTA, CRONISTA ESPORTIVO E EDITOR DO PORTAL TRAVELPEDIA.COM.BR

sexta-feira, 10 de março de 2023

Paulistão 2023 chega à fase decisiva. Agora é mata-mata!

 POR ROBERTO MAIA  

O Corinthians fez a quinta melhor campanha do Paulistão e agora enfrenta o Ituano na sua arena. (Foto: Rodrigo Coca/Ag.Corinthians)

Após 12 rodadas foram definidos os times que farão os jogos das quartas de final do Campeonato Paulista deste ano. E podemos dizer que não houve grandes surpresas.  

A fase de grupos do Paulistão chegou no último domingo (5) e além dos times que farão os jogos de mata-mata no próximo final de semana, foram conhecidos os rebaixados.

Seguem na disputa o Palmeiras, São Bernardo, São Paulo, Água Santa, Corinthians, Bragantino, Botafogo e Ituano. Caíram para a Série A2 o São Bento de Sorocaba e a Ferroviária de Araraquara.

As campanhas do São Bernardo e do Água Santa podem ser consideradas surpreendentes. Porém, por causa do regulamento, o time de São Bernardo terá que enfrentar o Palmeiras, o primeiro colocado do seu grupo. Uma pena, já que um dos dois melhores times do torneiro será eliminado em um jogo único.

O Palmeiras de Endrick terminou a primeira do Paulistão como líder e único invicto da competição. (Foto: Cesar Greco/Palmeiras)

A Portuguesa que retornou à Série A1 este ano escapou da degola por um detalhe: um saldo negativo com um gol de diferença. A Lusa terminou o Paulistão com saldo de -8 (10 gols marcados e 18 sofridos), enquanto o São Bento ficou com -9 (5 gols marcados e 14 sofridos).

Já o Santos segue decepcionando seus torcedores e mais uma vez fica de fora da fase eliminatória do campeonato.

A Federação Paulista de Futebol (FPF) já definiu as datas e horários das quartas de final do Paulistão. A rodada terá início no sábado (11), com o jogo entre Palmeiras e São Bernardo, as 19h, no Allianz Parque. No domingo (12), serão realizados dois jogos: Corinthians e Ituano, às 16h, na Neo Química Arena; e Bragantino e Botafogo, às 19h30, no Nabi Abi Chedid, em Bragança. E, na segunda-feira (13), São Paulo e Água Santa se enfrentarão às 20h, no Allianz Parque.

Lembrando que o Tricolor não jogará no Morumbi porque receberá uma série de seis shows da banda britânica de pop-rock Coldplay. O estádio ficará interditado para jogos até 18 de março.

ROBERTO MAIA É JORNALISTA, CRONISTA ESPORTIVO E EDITOR DO PORTAL TRAVELPEDIA.COM.BR

sexta-feira, 13 de janeiro de 2023

Camisa da Seleção Brasileira corre risco de estigmatização

POR ROBERTO MAIA

A tradicional camisa amarela da Seleção Brasileira foi adotada em 1954, na Copa do Mundo disputada na Suíça. (Foto: CBF/divulgação)

Após os atos terroristas verificados no último domingo em Brasília, quando milhares de pessoas invadiram, depredaram e saquearam os prédios do Supremo Tribunal Federal, Congresso Nacional e Palácio do Planalto, diversas entidades saíram em defesa da democracia e das instituições. Nada mais justo. Afinal a constituição brasileira precisa ser respeitada e cumprida e o estado de direito preservado.

Mas não quero entrar aqui no aspecto político e ideológico da questão. Entendo que não seja o espaço adequado para isso. Quero falar sobre o risco da camisa da Seleção Brasileira – e também a bandeira do Brasil – ficar estigmatizada.

Nos últimos quatro anos os apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro adotaram a camisa canarinho e a bandeira nacional como símbolos de patriotismo. O que sempre significaram. A bandeira desde a proclamação da República em 1889 e a camisa amarela a partir da Copa do Mundo de 1954, que foi disputada na Suíça.

Porém, a Copa disputada no Catar no final de 2022 mostrou que grande parcela dos brasileiros teve receio de usar a consagrada camisa amarela da Seleção com medo de serem confundidos em termos de ideologia política. Muitos optaram pela versão azul da camisa número 2, enquanto outra parte preferiu vestir camisas dos times pelos quais torcem.

Camisa da Seleção era maioria entre os manifestantes que invadiram o Palácio do Planalto, o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

A Nike, fornecedora das camisas da Seleção, e a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) perceberam isso e tentaram algumas ações antes e durante a Copa para mostrar que a vestimenta é de todos os brasileiros. Acho que não tiveram o sucesso que imaginaram.

Agora, após os atos golpistas e antidemocráticos em Brasília, os dois símbolos nacionais correm risco real de estigmatização. Tanto que a CBF rapidamente emitiu um comunicado repudiando os ataques à Praça dos Três Poderes. A entidade se classificou como "apartidária e democrática", bem como solicitou que a camisa da Seleção Brasileira seja utilizada "para unir e não para separar os brasileiros".

"A camisa da Seleção Brasileira é um símbolo da alegria do nosso povo. É para torcer, vibrar e amar o país. A CBF é uma entidade apartidária e democrática. Estimulamos que a camisa seja usada para unir e não para separar os brasileiros. A CBF repudia veementemente que a nossa camisa seja usada em atos antidemocráticos e de vandalismo", diz a nota divulgada na manhã de segunda-feira (dia 9).

O futuro da tradicional camisa amarela da Seleção Brasileira pentacampeã mundial está em risco. A CBF e a Nike sabem disso e estão bastante preocupadas. Afinal, depois do que aconteceu no Distrito Federal será muito difícil despolitizar o manto e traze-lo de volta para todos os brasileiros. 

ROBERTO MAIA É JORNALISTA, CRONISTA ESPORTIVO E EDITOR DO PORTAL TRAVELPEDIA.COM.BR

quarta-feira, 4 de janeiro de 2023

O DIA EM QUE DEI DE CARA COM O REI PELÉ NO MARACANÃ

 POR ROBERTO MAIA

À direita na foto, eu tive a oportunidade de participar de algumas entrevistas com o Rei Pelé, o mais genial jogador de todos os tempos. (Reprodução TV Globo)

O assunto dessa semana não poderia ser outro senão a morte do cidadão brasileiro Edson Arantes do Nascimento, aos 82 anos de idade. Mas, o Rei Pelé, um verdadeiro mito e cidadão do mundo, segue vivo pois é imortal.

Ao longo de minha carreira como jornalista tive a oportunidade de participar de algumas entrevistas com Pelé. Nenhuma enquanto ele destruía adversários em campo. Todas depois que ele deixou de jogar. Uma delas quando ele foi ministro dos Esportes na gestão do presidente Fernando Henrique Cardoso.

Teve até uma entrevista exclusiva conseguida de maneira inusitada. No dia 3 de setembro de 1989 fui ao Maracanã para cobrir o jogo entre Brasil e Chile, válido pelas eliminatórias sul-americanas para a Copa do Mundo de 1990, na Itália. Eu era um jovem repórter em início de carreira e à época trabalhava na rádio Iguatemi de Osasco.

O jogo ganhou repercussão mundial por causa de um incidente. A Seleção Brasileira vencia pelo placar de 1 a 0, com gol de Careca. O resultado dava a classificação ao Brasil e eliminava o Chile. Até que, aos 24 minutos do segundo tempo, um rojão foi disparado ao campo e caiu próximo ao goleiro chileno Roberto Rojas, que caiu no chão, fingindo estar ferido.

O jogo não terminou. Se o Brasil fosse punido o Chile herdaria a vaga para a Copa. A polícia identificou a torcedora que teria atirado o rojão. Mas, no dia seguinte, várias fotos e imagens de televisão revelaram que o foguete não atingiu Rojas. O artefato explodiu pouco mais de um metro de distância do goleiro.

O jogo ficou marcado para história como um dos acontecimentos mais vergonhosos do futebol mundial. O Chile foi banido das eliminatórias para a Copa do Mundo de 1994 e Rojas teve a carreira encerrada ao ser banido para sempre do esporte. A fama repentina da torcedora de 24 anos a levou a ser capa da revista Playboy e ela ficou conhecida como a “Fogueteira do Maracanã”.

Contei tudo isso para voltar ao encontro com Pelé onde consegui uma entrevista exclusiva. Após o termino do jogo sai da tribuna de imprensa para ir à sala onde seria realizada a coletiva. Caminhei por um corredor à procura da escada que me levaria ao térreo do estádio. Não encontrei a saída e ao abrir uma porta qualquer dei de cara com Pelé. Foi como se eu estivesse frente a frente com uma entidade superior, um ser mitológico que paira acima dos humanos. Sim, tomei um baita susto!

Sozinho, Pelé também estava perdido à procura das escadas. Percebi nesse momento que ele também era humano como eu. Lembro que ele perguntou se eu sabia onde era a saída. Mas não me lembro se consegui responder alguma coisa. Mas logo o meu instinto de jornalista me trouxe de volta à Terra. E, sacando meu gravador pedi para ele dizer algumas palavras sobre o incidente que marcou o jogo.

O Rei gentilmente se dispôs e falou enquanto caminhávamos em busca da escada. Achamos a saída e o maior atleta do século 20, autor de 1.283 gols e único jogador a ganhar três Copas do Mundo se despediu de mim com um sorriso e desapareceu em meio à multidão de súditos que logo o reconheceram. Eu então respirei fundo e fui para a entrevista coletiva sem me dar conta que tinha um tesouro comigo.

Infelizmente não tenho uma foto desse dia histórico. Até porque os celulares com câmeras ainda eram coisa de ficção científica. Tão pouco tenho a gravação da entrevista exclusiva com o Rei. Mas, tudo bem, porque hoje posso dizer e deixar registrado aqui que um dia eu tive o privilégio de estar junto e falar com o maior e mais genial jogador de futebol de todos os tempos.

Que o Edson Arantes do Nascimento descanse em paz, porque o Pelé é eterno!

ROBERTO MAIA É JORNALISTA, CRONISTA ESPORTIVO E EDITOR DO PORTAL TRAVELPEDIA.COM.BR

quinta-feira, 17 de novembro de 2022

Campeonato Brasileiro de 2023 terá força máxima

 POR ROBERTO MAIA

Troféu do Brasileirão terá forte concorrência em 2023. (Foto: Lucas Figueiredo/CBF)  

Nessa fase de treinadores estrangeiros no Brasil ouvi muitos deles justificando resultados negativos à competitividade dos clubes que integram a Série A do Campeonato Brasileiro. E eles estão absolutamente certos. O Brasileirão está entre as competições nacionais mais difíceis do mundo.

E não é por menos. Basta analisarmos o Brasileirão de 2023, que terá 15 times que já foram campeões entre os 20 da Série A. São eles: Corinthians, Palmeiras, São Paulo, Santos, Fluminense, Flamengo, Vasco, Botafogo, Cruzeiro, Atlético-MG, Athletico-PR, Grêmio, Internacional, Coritiba e Bahia. Apenas América-MG, Goiás, Fortaleza e Red Bull Bragantino que nunca conquistaram o troféu.

Até o momento que escrevia essa coluna 19 equipes já estão no Brasileirão do próximo ano. Cuiabá, Atlético-GO e Ceará ainda lutam pela última vaga. Mas, acredito que o clube do Mato Grosso seguirá no grupo de elite, que terá a volta de Cruzeiro, Grêmio, Vasco e Bahia que disputaram a Segundos em 2022. Portanto, o Brasileirão de 2023 terá força máxima e será um dos mais competitivos dos últimos anos.

Vitor Pereira tinha vontade de rir quando ouvia que o Campeonato Brasileiro era o mais difícil do mundo. (Foto: Rodrigo Coca/Agência Corinthians)

Vitor pereira, o treinador português do Corinthians, definiu bem as dificuldades do Brasileirão, além da qualidade técnica dos times. Em uma entrevista ele afirmou que tinha vontade de rir quando ouvia outros dizerem que o Campeonato Brasileiro era o mais difícil do mundo.

“Quando eu vi o Jorge Jesus dizer que o Campeonato Brasileiro era o mais difícil do mundo eu não acreditava. Eu ri, achei que ele devia estar brincando. Nunca tinha visto para estudar, achava lento, mas é algo que nunca vi igual na minha vida. Aqui não fui nem de longe o treinador que já fui”, disse.

Segundo Pereira, o futebol brasileiro é um desafio muito grande pela falta de tempo para treinar, o calendário dificílimo, as viagens longas e constantes e as variações de temperaturas. “Eu tenho que confessar, já estive em vários países e o Brasil é o primeiro onde praticamente não tenho vida. Não tenho tempo para viver. Mas tem sido uma experiência difícil, mas enriquecedora”, afirmou.

Campeão brasileiro de 2022, Abel Ferreira fala sobre as dificuldades para se manter no topo. (Foto Cesar Greco/Divulgação)

Se Vitor Pereira foi pego de surpresa, bastava dois minutos de prosa com o seu conterrâneo Abel Ferreira, o vitorioso treinador do Palmeiras. O mister do Verdão também sempre afirmou que o Campeonato Brasileiro é um dos mais competitivos do mundo e que é muito difícil se manter no topo.

“É difícil ganhar e continuar a ganhar aqui. Vemos várias equipes que ganharam em um passado recente, há um ano, e que no ano seguinte não leva nada. Só no Brasil é possível o último colocado ganhar na casa do primeiro colocado, em nenhum outro campeonato é possível, só no Brasil. São equipes muito competitivas e há muitos candidatos ao título no Brasil e só uma que vai ganhar. Então, se tivesse aqui dois Guardiolas ou dois Klopps ou dois Mourinhos ou o que fosse, somente um seria campeão e quatro deles vão descer”, conclui o treinador campeão do Brasileirão 2022.

ROBERTO MAIA É JORNALISTA, CRONISTA ESPORTIVO E EDITOR DO PORTAL TRAVELPEDIA.COM.BR

quinta-feira, 10 de novembro de 2022

Tite convoca Seleção Brasileira para Copa do Mundo com Dani Alves

 POR ROBERTO MAIA

Tite anuncia lista de 26 jogadores que defenderão Seleção Brasileira na Copa do Mundo FIFA Qatar 2022. (Foto: Lucas Figueiredo/CBF)

A convocação final para uma Copa do Mundo sempre causa surpresas e reclamações por parte da imprensa e torcedores. Mas sempre porque o treinador deixou de convocar esse ou aquele jogador. Foi assim com as ausências de Neto (1990), Alex e Romário (2002) e tantos outros “injustiçados”.

Mas, dessa vez recaem sobre um jogador convocado que a maioria acha que não deveria estar no grupo que irá à Copa do Mundo FIFA Catar 2022: Dani Alves. Aos 39 anos ele será o atleta mais velho a participar de um Mundial vestindo a camisa da Seleção Brasileira. Será a sua terceira Copa.

Embora tenha uma carreira com histórico vencedor, Dani Alves não tem mostrado o futebol de qualidade que o consagrou. Depois de passagem apagada pelo São Paulo, foi para o Barcelona e acabou dispensado. Atualmente tem vínculo com o Pumas do México, mas não é titular e não joga uma partida desde setembro.

Sem dúvida essa é uma cartada muito arriscada de Tite, um treinador conhecido pela fidelidade aos atletas que dirige. Se o comandante vinha sendo elogiado pela campanha realizada nos últimos quatro anos - apenas cinco derrotas em 76 jogos -, agora é alvo de fortes críticas.

Se conquistar o hexacampeonato será alçado à categoria de gênio estrategista, mas se perder com Dani Alves jogando será jogado à vala comum dos derrotados.

Dani Alves é o jogador com mais títulos oficiais conquistados na história do futebol mundial: 43. (Foto: Lucas Figueiredo/CBF)

Durante o anúncio dos 26 convocados o treinador demonstrou confiança e otimismo sobre a participação do Brasil na Copa do Mundo no Qatar. No cargo técnico desde 2016, Tite teve um ciclo de quatro anos inteiros para a preparação.

“Agora é um processo inteiro de quatro anos. Tivemos mais tempo de trabalho, pudemos fazer mais testes e chamar mais jogadores. Mas não dá para comparar gerações”, afirmou.

O retrospecto de Tite lhe credencia para acreditar em um bom resultado na Copa. Em seis anos de trabalho, foram 76 jogos, com 58 vitórias, 13 empates e apenas 5 derrotas. No atual ciclo do Mundial, são 50 jogos, com 38 vitórias, 9 empates e 3 derrotas.

“Não estou dizendo que o time vai ganhar, mas o time chega mais forte, mais estruturado. Os atletas sabem como a gente trabalha. A seleção chega mais firme, mais forte e consistente para o Mundial”, garantiu.

A Seleção Brasileira inicia os treinamentos para a Copa do Mundo no dia 14 de novembro, em Turim, na Itália. A viagem para o Catar está marcada para o dia 19, cinco dias antes da estreia contra a Sérvia.

Confira a lista dos 26 convocados para defender o Brasil no Mundial do Catar:

Goleiros - Alisson - Liverpool (ING), Ederson - Manchester City (ING) e Weverton – Palmeiras (BRA);

Laterais - Alex Sandro - Juventus (ITA), Alex Telles - Sevilla (ESP), Dani Alves – Pumas (MEX) e Danilo - Juventus (ITA);

Zagueiros - Bremer - Juventus (ITA), Éder Militão - Real Madrid (ESP), Marquinhos - Paris Saint Germain (FRA) e Thiago Silva - Chelsea (ING);

Meias - Bruno Guimarães - Newcastle (ING), Casemiro - Manchester United (ING), Everton Ribeiro - Flamengo (BRA), Fabinho - Liverpool (ING), Fred - Manchester United (ING) e Lucas Paquetá - West Ham United (ING);

Atacantes - Antony - Manchester United (ING), Gabriel Jesus – Arsenal (ING), Gabriel Martinelli – Arsenal (ING), Neymar Jr. - Paris Saint Germain (FRA), Pedro – Flamengo (BRA), Raphinha - Barcelona (ESP), Richarlison - Tottenham (ING), Rodrygo - Real Madrid (ESP) e Vinicius Jr. - Real Madrid (ESP).

ROBERTO MAIA É JORNALISTA, CRONISTA ESPORTIVO E EDITOR DO PORTAL TRAVELPEDIA.COM.BR

sexta-feira, 4 de novembro de 2022

Dorival Júnior vive dias de glória no Flamengo

POR ROBERTO MAIA

Dorival Júnior vive seu melhor momento como treinador de futebol e é cotado para suceder Tite na Seleção Brasileira. (Foto: Marcelo Cortes/Flamengo)

Em poucos dias o Flamengo conquistou a Copa do Brasil e a Libertadores e o treinador Dorival Júnior passou a ser especulado para suceder Tite no comando da Seleção Brasileira a partir de 2023.

Considerado um bom técnico de futebol, Dorival Júnior vive aos 60 anos de idade o seu principal momento na carreira. Nos últimos tempos ele vinha desempenhando o papel secundário no cenário do futebol brasileiro até que surgiu o convite do Flamengo, em junho, para ocupar o lugar do português Paulo Sousa, demitido. O treinador não pensou duas vezes e deixou o Ceará onde trabalhou menos de três meses.

Claro que os torcedores do Vozão não gostaram da atitude de Dorival, Porém, dizer não para um convite do Mengão não é para qualquer um. E a decisão se mostrou acertada.

Apesar do elenco qualificado, o Flamengo patinava sob o comando de Paulo Sousa. Os torcedores – e alguns diretores - sonhavam com a volta de Jorge Jesus ao comando técnico quando Dorival foi anunciado. Muita gente torceu o nariz acreditando que ele não estaria à altura para comandar um time milionário e cheio de estrelas.

Apesar de experiente e com muita rodagem no futebol brasileiro, poucos acreditaram que Dorival pudesse dar conta do recado. Mas com muita humildade ele foi acertando o time e logo os resultados apareceram. Seu principal acerto foi conseguir escalar Gabigol e Pedro juntos, algo que seu antecessor dizia ser impossível. Outra decisão importante foi definir duas equipes diferentes para atuar nas copas e no Brasileirão. Também deu certo.

Também pesou positivamente a favor de Dorival o seu conhecimento de vários jogadores do Flamengo que já haviam trabalhado com ele em outras equipes. Casos de Filipe Luís no Figueirense, Santos e Léo Pereira no Athletico-PR, por exemplo.

Em participação no programa Bem, Amigos! do Sportv na segunda-feira (31), Dorival admitiu que assumiu o Flamengo em um momento difícil. “Era um momento complicado, de incerteza grande e insegurança. Ninguém servia ou prestava para a equipe naquele momento. Um exemplo é que o Filipe Luís estava sendo contestado e hoje ele figura numa possível convocação para a Seleção”, disse.

Segundo Dorival, a comissão técnica e o estafe do Rubronegro foram de vital importância no sucesso do trabalho. “Concordo que tivemos uma participação importante, mas divido isso com toda a comissão e estafe do Flamengo. Não tivemos mais ninguém com lesão muscular com exceção da última partida, o que nos deu sustentação. As duas equipes que jogaram, cada uma com o seu padrão, responderam muito bem. Acredito que nossas decisões foram acertadas para chegar forte nos momentos decisivos das duas taças”, afirmou.

Filipe Luís vinha sendo contestado no Mengão até a chegada de Dorival Júnior. (Foto: Marcelo Cortes/Flamengo)

Dorival Júnior, nasceu em Araraquara, cidade do interior paulista onde iniciou a carreira como jogador de futebol jogando na Ferroviária. Também jogou no Marília, São José, Coritiba, Palmeiras, Guarani, Grêmio, Figueirense, Sport, Botafogo de Ribeirão Preto, entre outras equipes. No Verdão ele jogou entre 1989 e 1992, onde foi treinado por Leão e jogou ao lado do meia Neto.

Após parar de jogar foi auxiliar técnico de Luiz Carlos Ferreira e Muricy Ramalho. Em 2003 teve inicia sua carreira como treinador. Comandou o Figueirense, Fortaleza, Criciúma, Juventude, Sport, Avaí e São Caetano, onde foi vice-campeão do Paulistão de 2007. O bom trabalho chamou a atenção do Cruzeiro que o contratou. Ele comandou o time no Brasileirão daquele ano e classificou o time mineiro para a Libertadores.

Na sequência dirigiu o Coritiba, o Vasco da Gama – que estava na Série B; o Santos, onde conquistou a Copa do Brasil e do Campeonato Paulista de 2010 e foi demitido após barrar o atacante Neymar de um clássico com o Corinthians; o Atlético-MG, o Internacional, onde foi campeão gaúcho de 2012; o Flamengo; o Vasco novamente; o Fluminense, que brigava para escapar do descenso no Brasileirão; o Palmeiras; o Santo mais uma vez; o São Paulo após a demissão de Rogério Ceni em 2017, ano em que conseguiu livrar o Tricolor do rebaixamento; o Flamengo mais uma vez; Athletic-PR e Ceará antes de retornar ao Mengão e conseguir a consagração.

ROBERTO MAIA É JORNALISTA, CRONISTA ESPORTIVO E EDITOR DO PORTAL TRAVELPEDIA.COM.BR