quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Vitrine de craques - Copinha 2016

Publicado em 5 de janeiro de 2016

Por Roberto Maia

O Corinthians é o atual campeão da Copinha e defende o título 
(Foto: Divulgação/Ag.Corinthians)
Desde o último final de semana está aberta oficialmente a temporada 2016 do futebol brasileiro. O aperitivo atende pelo nome de Copa São Paulo de Futebol Junior, que já revelou muitos craques em suas 46 edições. Organizada originalmente pela Prefeitura paulistana, e não pela Federação Paulista de Futebol (FPF), era chamada de Taça São Paulo de Juniores. Apenas clubes paulistas participaram das duas primeiras edições. Clubes de todo o Brasil passaram a ser convidados a partir de 1971. Em 1987, o então prefeito Jânio Quadros decidiu não mais realizar a competição - que não aconteceu naquele ano.

   Quando começou a ser organizada pela FPF foi batizada com o nome de Copa São Paulo de Futebol Junior, ganhando logo o apelido carinhoso de Copinha. Desde o início, o torneio chamou a atenção da imprensa, torcedores e clubes. Atraiu, também, empresários de todas as partes e portes, pois a competição mostrou ser uma importante vitrine e oportunidade para se descobrir futuros craques.

   Em 1972, Paulo Roberto Falcão, jogando pelo Internacional (RS), e Toninho Cerezo, pelo Atlético (MG), foram os primeiros talentos descobertos na Copinha daquele ano. Depois vieram muitos outros e a relação tem nomes como Djalminha, Dener, Rogério Ceni, Cafu, Raí, Casagrande, Dida, Edinho, Paulo Nunes, Marcelinho Carioca, Fred, Lucas, Kaká, Paulo Henrique Ganso, Robinho e Neymar entre outros.

   A história da Copinha registra também a participação de equipes estrangeiras. O Providência (México) foi o primeiro time estrangeiro a participar, em 1980. Depois vieram o Vélez Sársfield (Argentina), em 1981 e 1982; e o Bayern de Munique (Alemanha), em 1985.  Mais tarde participaram o Boca Juniors (Argentina), Peñarol (Uruguai), Cerro Porteño (Paraguai), Universidad de Guadalajara (México), Al-Hilal (Arábia Saudita), Nagoya Grampus Eight, Yomiuri Verdy e Kashiwa Reysol (todos do Japão), além das seleções sub-20 do Japão e da China. O Kashiwa Reysol foi a primeira equipe estrangeira a passar para a segunda fase da competição.

   Nos anos de 1994 e 1995, a FPF realizou duas – e únicas - edições da Supercopa São Paulo de Futebol Júnior, que reuniu apenas campeões e vices de edições anteriores. No primeiro ano venceu o Atlético Mineiro e no segundo o Palmeiras. Infelizmente, o jogo final de 1995 ficou marcado por uma tragédia. Torcedores do Palmeiras e do São Paulo se envolveram em verdadeira batalha campal no Pacaembu, que resultou na morte de um torcedor são-paulino. Muita coisa mudou depois daquele jogo, com proibições de torcidas organizadas e regras para torcedores entrarem nos estádios. Porém, muitas outras mortes continuaram a acontecer fora dos estádios.

   O maior campeão da Copa São Paulo de Futebol Júnior é o Corinthians, que conquistou nove taças – 1969, 1970, 1995, 1999, 2004, 2005, 2009, 2012 e 2015. O Timão também é o recordista de finais disputadas (16) e de vice-campeonatos (sete). Na sequência parecem o Fluminense com cinco canecos e o Inter-RS com quatro.

   Na edição deste ano a Copinha reúne 112 times divididos em 28 grupos. O regulamento prevê, diferentemente dos anos anteriores, a classificação de duas equipes para próxima fase. Nas oitavas de final, a equipe de melhor campanha dentre as eliminadas se juntará aos outros sete times vencedores para formar as quartas de final da competição.

A final será no dia 25 de janeiro, data de aniversário de 462 anos da cidade de São Paulo. A grande decisão será novamente no estádio municipal Paulo Machado de Carvalho, o Pacaembu. 

 Malcon foi campeão da Copinha 2015 e titular do Corinthians  
campeão do Brasileirão (Foto: Divulgação/Ag.Corinthians)

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