quinta-feira, 29 de junho de 2017

Clubes brasileiros deveriam aprender com os americanos a faturar com eventos nas arenas

                                                                                POR ROBERTO MAIA

Participantes da feira de turismo conheceram todas as 
dependências da arena e até o campo de jogo (Foto: Roberto Maia)

O assunto nesse espaço é o futebol, como o próprio nome da coluna deixa claro. Porém, vou abrir uma exceção. Em viagem de trabalho à Washington, DC, capital dos Estados Unidos e principal centro do poder político mundial, participei de uma grandiosa festa realizada no Nationals Park, estádio de beisebol onde o Washington Nationals manda seus jogos da Major League Baseball.

Inaugurado em 2008, possui uma maravilhosa estrutura para receber com conforto os torcedores em dias de jogos e público em geral nos muitos eventos realizados no local. Projetado pela então Populous - atualmente HOK Sport -, autora de outras obras esportivas como o Estádio de Wembley, oferece uma linda vista do Capitólio e do Monumento a Washington.

Eventos corporativos nos dias ociosos das arenas são importante 
fonte de renda para os times dos EUA (Foto: Roberto Maia)
O Washington Nationals foi fundado em 1969 e, até 2005, baseado em Montreal com o nome de Expos. Sim é isso mesmo, nos EUA essas mudanças ocorrem com muita frequência e naturalidade. Guardadas as devidas proporções, é mais ou menos o que ocorreu com o então Grêmio Barueri que, em 2010, mudou de nome, cidade e até distintivo para se transformar no Grêmio Prudente Futebol com sede em Presidente Prudente, no interior paulista. A mudança não deu certo e o time voltou, em 2012, para a sua cidade de origem. Porém, no ano seguinte se associou ao Grêmio Osasco e passou a se chamar Grêmio Barueri Osasco. Meses depois e após uma série de divergências retornou a Barueri, onde tenta resgatar sua imagem e voltar para a principal divisão do futebol paulista.

Outro exemplo no Brasil é o Boa Esporte. O time mineiro fundado em 1947, profissionalizou seu futebol em 1998 e adotou o nome da cidade: Ituiutaba. Em 2011, se transferiu para Varginha e, claro, teve que voltar a usar o nome original.
Voltando ao time americano, o Nationals é a primeira equipe de beisebol a se basear em Washington, DC, onde está desde 1972, quando o Washington Senators mudou para o Texas com o nome de Texas Rangers. A arena onde manda seus jogos custou US$ 771 (valor atualizado de 2017), tem grama natural e capacidade para 41,3 mil pessoas.


A arena Nationals Park tem capacidade para 41,3 mil torcedores 
em dias de jogos (Foto: Library of Congress Washington DC)
Sobre o evento em que participei, foram cerca de 6 mil profissionais do setor do turismo mundial, além de jornalistas de mais de 70 países. Todos os bares estavam abertos servindo muita comidas e bebidas aos presentes que também tiveram a oportunidade de conhecer todas as dependências da arena e saber sobre a história do clube. E, claro, passar na loja oficial e comprar souvenirs e camisas oficiais. Oportunidade de marketing e negócio que os nossos grandes clubes deveriam copiar o modelo e faturar com eventos corporativos e outros. Nesse aspecto os norte-americanos estão muito na nossa frente e transformam em dinheiro todas as oportunidades. 

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