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Luis
Paulo Rosenberg deixa o marketing do Corinthians após
uma série de polêmicas (Foto: Ag.Corinthians/Divulgação)
POR
ROBERTO MAIA
Uma semana após lançar a polêmica campanha Corinthianismo,
que seria a "religião" do fiel torcedor do Corinthians, o diretor de
Marketing Luis Paulo Rosenberg entregou carta de demissão que foi aceita pelo
presidente do clube Andrés Sanchez. A campanha dividiu opiniões mas não foi o
motivo principal da sua saída. Durante uma entrevista à ESPN Brasil, Rosenberg
ao tentar explicar a falta de um patrocinador para o naming right da arena de Itaquera fez o seguinte comentário: “O
apelo da marca Corinthians é tão grande que temos quatro grandes grupos
interessados em vir. É mais ou menos... Eles se sentem na situação de estar
vendo a esposa perfeita, com dotes culinários, formada com MBA no exterior, uma
mãe de filhos maravilhosos, mas parece que tem um teste de Aids (sic) positivo.
Como é que eu encaixo a camisinha é o grande desafio.” Foi a gotas d’água.
Grupos de oposição e até apoiadores da gestão de
Andrés Sanchez passaram a exigir a saída de Rosenberg. Ficou insustentável. Ele
era o braço direito do presidente e deixa a diretoria após um ano no comando do
marketing corintiano.
Esse fato mostra o quanto precisamos evoluir na
questão do marketing e outras que envolvem o futebol brasileiro. Dirigentes dos
principais clubes do país costumam culpar a conjuntura econômica para
justificar as dificuldades que encontram para atrair parceiros que tragam
recursos para seus cofres. Na verdade falta profissionalismo e credibilidade.
Basta compararmos quais são as empresas que
investem nos times brasileiros e as que estão associando suas marcas aos
grandes da Europa. A comparação nos dá vergonha. Pois vejamos: as companhias
aéreas Emirates (Paris Saint-Germain, Real Madrid, Arsenal, Milan e Benfica),
Etihad (Manchester City) e Qatar (Roma); as indústrias automobilísticas
Volkswagen (Wolfsburg), Fiat/Jeep (Juventus) e Chevrolet (Manchester United);
as fabricantes de pneus Pirelli (Inter de Milão) e Yokohama (Chelsea); de
telecomunicações Deutsche Telekom (Bayern de Munique) e Altice (Porto); Rakuten
(Barcelona), Standard Chartered Bank (Liverpool), AIA (Tottenham), Evonik
Industries (Borussia Dortmund), Trade Plus500 (Atlético de Madrid) e muitas
outras gigantes do planeta.
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Daniel
Alves, Presnel Kimpembe, Gianluigi Buffon, Angel Di Maria e
Thiago Silva exibem
camisa com o novo patrocínio (Foto: Divulgação)
O Paris Saint-Germain que já tem a poderosa
Emirates na parte da frente da camisa, agora também tem a MSC Cruzeiros na
parte de trás. A parceria entre as duas marcas se estenderá pelos próximos dois
anos e será exibida ao longo das temporadas no Parc des Princes e outras.
O PSG está crescendo rapidamente em todo o mundo.
O clube já é seguido por mais de 65 milhões de fãs nas mídias sociais e é
focado especialmente em mercados que são chave para a MSC Cruzeiros, como o
Brasil e a Ásia. A parceria inclui direitos de imagens coletivas, hospitalidade
VIP, meet & greets com jogadores,
espaço de publicidade em LED durante as partidas, ativação de marca durante
viagens internacionais, produtos licenciados e oportunidades de marketing
dedicadas, incluindo ativos digitais para engajar fãs e cruzeiristas.
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Manchester
United tem como parceira a Marriott International, gigante
do setor hoteleiro
(Foto: Reprodução do site do Manchester United)
Na Inglaterra, o Manchester United anunciou
parceria global com a Marriott International, uma das maiores redes hoteleiras
do mundo. A ação visa dar aos mais de 120 milhões de membros do programa de
fidelidade de viagens Marriott Bonvoy, oportunidades exclusivas para
experiências de futebol do time inglês.
Os membros do programa agora poderão, além do
acesso ao extraordinário portfólio de marcas globais e propriedades em 130
países e territórios, usar os pontos acumulados em estadias em hotéis da rede
para experiências VIP em jogos do time inglês no Old Trafford.
PUBLICADA EM 25.02.2019



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