POR
ROBERTO MAIA
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| Na Seleção Brasileira
Ronaldinho Gaúcho marcou o seu nome ao conquistar o pentacampeonato mundial em 2002 (Foto: Arquivo/CBF) |
Confesso que fiquei muito triste quando vi as
imagens de Ronaldinho Gaúcho algemado ao ser levado para um presídio em
Assunção, no Paraguai. Aqui não entro no mérito se a prisão é justa ou injusta,
afinal todos devemos ser tratados de forma igualitária perante a Justiça. O
ex-craque e o seu irmão e empresário Roberto de Assis estão sendo investigados
por uso de passaportes falsos no país vizinho.
Sinto tristeza porque acompanhei a carreira genial
do meia-atacante endiabrado com a bola nos pés. A habilidade de Ronaldinho é
difícil de explicar para os mais jovens que cresceram vendo jogos onde a força
física e os esquemas táticos engessados sobrepõem a habilidade técnica. Sem
pensar muito eu diria que ele foi um dos jogadores mais talentosos e brilhantes
da sua geração. Sem dúvida um dos maiores de todos os tempos. Tanto que ganhou
o apelido de “Bruxo”. Merecido diga-se!
O garoto franzino, dentuço e de sorriso fácil
surgiu para o futebol em 1998 vestindo a camisa do Grêmio. O apelido Gaúcho
veio para diferenciá-lo do Ronaldo Fenômeno que à época era chamado apenas de
Ronaldinho.
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A
genialidade do R10 foi eternizada com a marca de seus pés na
Calçada da Fama do
Maracanã, no Rio de Janeiro (Foto: Daniel Guimarães/CBF)
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Rapidamente o Brasil ficou pequeno para o seu
futebol e em 2001 ele partiu para a Europa para defender o Paris Saint-Germain.
Sua passagem pelo futebol francês não empolgou e após duas temporadas e muitos
problemas com o treinador ele se transferiu para o Barcelona.
E foi na Espanha que ele viveu os melhores anos de
sua vida no futebol. Vestindo a camisa do Barça ele conquistou dois títulos do
Campeonato Espanhol (2004/05 e 2005/06), a Supercopa da Espanha (2005 e 2006) e
a Liga dos Campeões da Europa na temporada 2005/06. Também foi eleito duas vezes
o Melhor Jogador do Mundo pela FIFA (2004 e 2005).
Foi o primeiro futebolista na história a ter
conquistado a Champions League, a Libertadores da América, a Copa do Mundo e ter
sido eleito o melhor do mundo.
Ver Ronaldinho em campo era mais que assistir a um
jogo de futebol. Era encantamento e alegria por suas jogadas geniais.
Impossível esquecer seus gols fantásticos, arrancadas absurdas, dribles e
elásticos desconcertantes. Até as torcidas adversárias o reverenciavam. Tanto
que em um jogo do Barça contra o rival Real Madrid no Santiago Bernabeu lotado
ele foi aplaudido de pé pelos torcedores madrilenhos.
Em sua passagem pela Europa ainda vestiu a camisa
do Milan da Itália, antes de votar ao Brasil para defender o Flamengo e cair
nos braços da nação rubro-negra. Depois se transferiu para o Atlético-MG onde
conquistou a Libertadores de 2013. Nesse mesmo ano foi eleito o Rei da América,
em eleição anual do diário El País,
do Uruguai. Na fase final da carreira ainda atuou pelo Querétaro
(México) e Fluminense.
Seleção
Brasileira - Com apenas 19 anos estreou na Seleção
Brasileira, em 1999, em um jogo da Copa América daquele ano contra a Venezuela.
E logo mostrou quem ele era ao marcar um golaço após aplicar um chapéu no
zagueiro e estufar a rede. Ronaldinho vestiu a amarelinha em 101 jogos e marcou
35 gols, além de conquistar o pentacampeonato mundial em 2002.
Atualmente o R10 é embaixador do turismo do Brasil
e também do Barcelona, clube em que fez história. No próximo dia 21 de março
Ronaldinho completará 40 anos, provavelmente atrás das grades. Uma pena!
ROBERTO
MAIA É JORNALISTA, CRONISTA ESPORTIVO, EDITOR DA REVISTA QUAL VIAGEM E DO
PORTAL TRAVELPEDIA


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