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Com o apoio dos sindicatos de atletas, árbitros e treinadores, FPF não descarta a possibilidade de recorrer à Justiça para não parar o Paulistão (Foto: Tino Simões)
Por causa do recrudescimento das infecções causadas pela Covid-19, que estão levando ao limite o sistema de saúde de São Paulo, os jogos de futebol foram proibidos em todo o Estado. A fase roxa da quarentena teve início no dia 15 e segue até 30 de março.
A paralização do Campeonato Paulista anunciada pelo
governador João Dória contraria o desejo da Federação Paulista de Futebol e dos
clubes da Série A1 – primeira divisão. A FPF inclusive emitiu um comunicado
discordando da paralisação e defendendo a segurança do protocolo de saúde
estabelecido para os jogos do Paulistão.
A FPF e os clubes da Série A1 não descartam ir à
Justiça para garantir a continuidade do campeonato durante a Fase Emergencial
do Plano São Paulo. Segundo o comunicado, a decisão foi tomada “a partir da
falta de argumentos científicos e médicos que sustentem a paralisação das
referidas rodadas neste momento”. A entidade que comanda o futebol paulista
informa que tem o apoio dos sindicatos paulistas de atletas, árbitros e treinadores.
Ainda de acordo como a mota, a FPF trabalhada com a
possibilidade de realizar os jogos fora de São Paulo. E para tanto está em
contato com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e outras entidades e
autoridades locais.
Para tentar convencer o Governo paulista e o MPE, a FPF disse que realizaria testes antes e depois dos jogos. (Foto: Cesar Greco/Ag Palmeiras)
E o primeiro jogo marcado para acontecer fora do
Estado de São Paulo, entre São Bento e Palmeiras, que seria realizado na
quarta-feira (17), no estádio Independência, em Belo Horizonte, foi suspenso. O
motivo foi a proibição por parte do Governo de Minas Gerais, que não quer jogos
com times de outros estados em território mineiro.
Para tentar convencer o Governo paulista e também Ministério
Público Estadual, a FPF, clubes e sindicatos defendem que o protocolo do
futebol é extremamente seguro. Inclusive garantiu que faria um controle ainda
mais rigoroso na organização do Paulistão. Além da realização de 56% menos
partidas (suspensão temporária da Série A3 e parcial da A2) e 70% menos pessoas
envolvidas, também realizaria testes antes e depois dos jogos. A proposta foi
rejeitada.
“Assim como os demais segmentos econômicos que
permanecem em atividade com restrições, o futebol deve seguir as mesmas
condições, com funcionamento sem público e com este protocolo inédito entre
todos os setores da sociedade”, diz a nota, que foi assinada em conjunto pela
FPF e dirigentes dos clubes e sindicais.
A interrupção do Campeonato Paulista impacta
diretamente as partidas das rodadas de 5 a 7 da Série A1, além do jogo Entre
São Bento e Palmeiras, válido pela terceira rodada.
ROBERTO
MAIA É JORNALISTA, CRONISTA ESPORTIVO, EDITOR DA REVISTA QUAL VIAGEM E DO
PORTAL TRAVELPEDIA.COM.BR


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