segunda-feira, 25 de outubro de 2021

Ranking dos 10 times de futebol que pagam os maiores salários

POR ROBERTO MAIA

O Flamengo é o primeiro no ranking das maiores folhas salariais e Gabigol o mais bem pago do clube. (Foto: Alexandre Vidal/CR Flamengo)

A pandemia da covid-19 afetou a receita dos clubes brasileiros. Estima-se que houve um déficit de R$ 1 bilhão entre os 20 principais clubes do país. Com a perda de receita, praticamente todos os clubes tentaram diminuir o custo da folha salarial, seja realizando empréstimos ou mesmo liberações.

O Flamengo é o time com a maior folha salarial do Brasil, com um gasto mensal de aproximadamente R$ 23 milhões. É que revela um estudo realizado pela plataforma CupomValido.com.br sobre a folha salarial dos clubes brasileiros. Foram considerados salários (CLT), direito de imagens e luvas (valor pago no início do contrato).

1º) Flamengo - R$ 22,7 milhões

Atual bicampeão brasileiro e tricampeão carioca, obteve estes resultados com o investimento pesado nos salários dos atletas. O clube carioca é o primeiro no ranking das maiores folhas salariais. Pelo menos quatro atletas ganham perto ou mais de R$ 1 milhão. O atacante Gabriel Barbosa é o jogador mais bem pago, com R$ 1,6 milhão/mês. Em seguida estão Bruno Henrique, Vitinho e Filipe Luís, todos com salário de R$ 1 milhão/mês.

2º) Palmeiras - R$ 18 milhões

O atacante Dudu do Palmeiras é o jogador com o maior salário do futebol brasileiro. (Foto: Cesar Greco/Ag. Palmeiras)

Com um aumento de mais de R$ 4 milhões na folha salarial nesta janela de transferências, o Palmeiras é o segundo no ranking. O atacante Dudu é o jogador com o maior salário do futebol brasileiro, com R$ 2,1 milhões/mês. Na sequência vêm o lateral Jorge com R$ 1 milhão/mês e o meia Matheus Fernandes com R$ 700 mil/mês.

3º) Atlético Mineiro - R$ 16,7 milhões

O Galo contratou nomes de peso como Diego Costa, Nacho Fernández e Hulk, que elevou a salarial para R$ 16,7 milhões/mês. Hulk e Diego Costa têm os maiores salários, R$ 1,3 milhão/mês. Nacho Fernandéz fecha o trio atleticano com R$ 1,1 milhão/mês.

4º) Grêmio - R$ 14,5 milhões

A folha salarial do Grêmio é de R$ 14,5 milhões/mês. Os maiores salários são de Douglas Costa (R$ 800 mil/mês), Miguel Borja (R$ 780 mil/mês) e Geromel (R$ 700 mil/mês).

5º) Corinthians - R$ 14,3 milhões

Com uma dívida bilionária, o Corinthians havia diminuído sua folha salarial de R$ 14 milhões para R$ 10 milhões. Porém, após as contratações de Giuliano, Roger Guedes, Renato Augusto e Willian, o custo subiu para R$ 14,3 milhões mensais. Willian é o jogador mais bem pago do Timão, com R$ 1,5 milhão/mês. Em seguida vêm Giuliano, Roger Guedes e Renato Augusto com salários em torno de R$ 1 milhão/mês.

6º) São Paulo - R$ 13 milhões

Após empréstimos, liberações e contratações, o valor da folha salarial está em R$ 13 milhões/mês. Com a saída de Daniel Alves, Joao Rojas é o mais bem pago do time, com R$ 820 mil/mês.

7º) Internacional - R$ 7,5 milhões

Em 2021, o Inter liberou 30 jogadores e reduziu 25% na folha salarial, que, atualmente, está em R$ 7,5 milhões/mês. O maior salário é o do atacante Guerrero, com R$ 800 mil/mês.

8º) Santos - R$ 7,3 milhões

Após reduzir sua folha salarial em mais de R$ 2,5 milhões, gasta, atualmente, cerca de R$ 7,3 milhões/mês. Carlos Sánchez é o mais bem pago, com R$ 500 mil/mês.

9º) Athletico Paranaense - R$ 5,1 milhões

Recentemente a folha salarial teve um leve aumento com a contratação de Matheus Babi. O atacante Carlos Eduardo é o mais bem pago, com R$ 450 mil/mês.

10º) Fluminense - R$ 4,2 milhões

O Fluminense teve aumento de R$ 1 milhão na folha salarial e o atacante Fred é o maior salário, com R$ 500 mil/mês.

ROBERTO MAIA É JORNALISTA, CRONISTA ESPORTIVO, EDITOR DA REVISTA QUAL VIAGEM E DO PORTAL TRAVELPEDIA.COM.BR

sexta-feira, 1 de outubro de 2021

Museu do Futebol faz aniversário e já recebeu mais de 3 milhões de visitantes

 POR ROBERTO MAIA

Foto: Governo do Estado de São Paulo/divulgação

O Museu do Futebol, em São Paulo, completou 13 anos de existência na quarta-feira, dia 29. Instalado embaixo das arquibancadas do Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho, o Pacaembu, o espaço interativo, lúdico e multimídia, reúne objetos, imagens e curiosidades sobre o esporte mais popular do planeta, além de, claro, muitos gols.

Quem ainda não conhece o Museu do Futebol não sabe o que está perdendo. Uma visita ao local é obrigatória para quem é apaixonado por futebol. Seja para turistas ou moradores da capital paulista.

A exposição principal de longa duração apresenta um envolvente e emocionante percurso pela história do futebol e sua importância para a formação da identidade brasileira. Ela ocupa 15 salas em uma área com 6 mil metros quadrados. Em cada uma delas o visitante é instigado a experimentar sensações e compreender por que o futebol é um patrimônio nacional e faz parte de nossa cultura.

Exposição temporária presta homenagem ao ex-goleiro Moacyr Barbosa (Foto: Ciete Silvério/divulgação)

Também está em cartaz - até dia 21 de novembro - a exposição temporária “Tempo de Reação – 100 anos do goleiro Barbosa”. A mostra homenageia o ex-goleiro da Seleção Brasileira e do Vasco, Moacyr Barbosa (1921-2000), e os 150 anos da posição de goleiro, oferecendo ao visitante a chance de ver luvas, camisas e defesas históricas dos principais craques da posição.

A visitação ao Museu começa na Grande Área, uma enorme galeria que reproduz objetos que aludem à memória afetiva do futebol, como álbuns de figurinhas, flâmulas, botões, pôsteres e ingressos antigos. E quem dá as boas-vindas – virtualmente, claro - aos visitantes é ninguém menos que o Rei Pelé, o maior jogador de todos os tempos.

Entre as salas mais populares estão a Exaltação, onde imagens e sons das torcidas brasileiras levam o visitante a se sentir na arquibancada; a Origens, que mostra imagens históricas de como o esporte bretão chegou e se popularizou no Brasil; e a Copas do Mundo, com destaque para os cinco campeonatos conquistados pelo Brasil e o contexto histórico de cada uma das edições do Mundial. Em outra área está a história do futebol feminino, contada no áudio-guia Mulheres do Futebol, que tem a narração de Leci Brandão.

Sala Copas do Mundo retrata os cinco campeonatos conquistados pelo Brasil (Foto: Divulgação)

Preferido das crianças, o último trecho traz a sala Jogo de Corpo, com brincadeiras do campinho virtual, e o Chute a Gol, onde o visitante pode medir a velocidade de seu chute.

Ao término do percurso, o público pode comprar camisas e outros produtos dos principais clubes do mundo na loja Futebol Super Store e tomar um café no Bubu Restaurante, localizado à direita da entrada do Museu. Se for dia de feira na Praça Charles Miller, o visitante pode ainda experimentar a combinação de pastel com caldo de cana em um dos pontos mais famosos da cidade. E não pode ir embora sem tirar uma foto na icônica fachada do Estádio do Pacaembu!

O Museu do Futebol funciona de terça-feira a domingo, das 9h às 17h, com ingressos a R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia), que devem ser adquiridos através do site www.museudofutebol.com.br/ingressos. Às terças, a entrada é gratuita para todos.

ROBERTO MAIA É JORNALISTA, CRONISTA ESPORTIVO, EDITOR DA REVISTA QUAL VIAGEM E DO PORTAL TRAVELPEDIA.COM.BR

sábado, 25 de setembro de 2021

Emirados Árabes Unidos são o provável destino do Mundial de Clubes FIFA 2021

POR ROBERTO MAIA

Mundial de Clubes FIFA 2021 deverá ser o último realizado no formato atual e o próximo deverá ter 24 clubes. (Foto: FIFA/divulgação)

A pandemia da Covid-19 continua atrapalhando os planos relacionados aos torneiros de futebol em todo o mundo. Depois de realizar os Jogos Olímpicos e os Paralímpicos sem a presença de público, o Japão anunciou, no início de setembro, que não irá sediar o Mundial de Clubes FIFA deste ano, que estava marcado para ser realizado entre os dias 9 a 19 de dezembro. O motivo alegado foram as restrições impostas pela pandemia do coronavírus.

País que mais recebeu o Mundial de Clubes – oito vezes -, o Japão voltaria a sediar o torneiro após quatro edições: Emirados Árabes Unidos (2017 e 2018) e Catar (2019 e 2020).

Com a desistência dos japoneses teve início a uma série de especulações sobre o novo destino do torneio. O primeiro país a demonstrar interesse em receber o Mundial de Clubes foi a África do Sul, que sediou o torneiro nos anos de 2013 e 2014, quando os jogos foram realizados em Marrocos.

Essa semana foi a vez do Rio de Janeiro surgir como candidato, após o prefeito Eduardo Paes anunciar o interesse em uma live. O Flamengo, atual bicampeão brasileiro e disputando a semifinal da Copa Libertadores da América, logo se posicionou a favor da ideia. Afinal, o rubro-negro estaria dentro do Mundial mesmo que não conquiste o torneiro continental, entrando como time convidado do país-sede.

Mas tudo indica que o Mundial de Clubes de 2021 deverá ser disputado nos Emirados Árabes Unidos. É o que jornais internacionais e sites especializados vêm publicando nos últimos dias, inclusive com a provável data: fevereiro de 2022. A FIFA ainda não confirmou nem o local e nem a data.

O Corinthians foi o último time brasileiro a conquistar o Mundial de Clubes da FIFA, em 2012, no Japão. (Foto: Daniel Augusto Jr./Ag. Corinthians)

A última vez que o Mundial de Clubes foi realizado nos Emirados Árabes Unidos foi em 2018, oportunidade em que a taça ficou com o Real Madrid.

Não fosse a pandemia, que adiou os planos da FIFA, o Mundial de Clubes 2021 já seria realizado em um novo formato com a participação de 24 times, representando todas as confederações de futebol do mundo. Provavelmente, os jogos seriam realizados na China.

Dentro do novo formato, oito equipes seriam da Europa, seis da América do Sul, três da Ásia, três da África e três da Concacaf (América do Norte, América Central e Caribe), além de um da Oceania. O novo Mundial seria disputado com as equipes divididas em oito grupos de três, sendo que só a primeira de cada um avançaria de fase.

A FIFA informou inicialmente que o novo Mundial de Clubes seria disputado a cada quatro anos, tal como ocorre com a Copa do Mundo. O que já não dá para garantir, até porque a entidade já fala em realizar a Copa de Seleções a cada dois anos. Como os interesses econômicos definem os caminhos, o negócio é esperar para ver.

ROBERTO MAIA É JORNALISTA, CRONISTA ESPORTIVO, EDITOR DA REVISTA QUAL VIAGEM E DO PORTAL TRAVELPEDIA.COM.BR

sábado, 11 de setembro de 2021

CONFUSÃO NO JOGO ENTRE BRASIL E ARGENTINA PIORA A IMAGEM DO PAÍS NO MUNDO

 POR ROBERTO MAIA

Durou menos de seis minutos o jogo entre Brasil e Argentina até ser interrompido por fiscais da Anvisa. (Foto: Lucas Figueiredo/CBF) 

O Brasil está fervendo em termos políticos e essa temperatura altíssima chegou ao futebol durante o jogo Brasil e Argentina, válido pelas Eliminatórias para a Copa do Mundo FIFA Catar 2022. Após todo o ritual de concentração, preparação e aquecimento, os jogadores foram à campo na Neo Química Arena e a bola rolou. Rolou só um pouquinho, apenas seis minutinhos, até ser interrompida por agentes da Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa), que como protagonistas de um dos maiores clássicos entre seleções do mundo deram ponto final ao jogo. O motivo, todos sabem, foi o descumprimento por parte de quatro atletas argentinos que vieram do Reino Unido das normas contra a disseminação da Covid-19.

Segundo os agentes do órgão federal, os jogadores Emiliano Martinez, Emiliano Buendia, Giovani Lo Celso e Cristian Romero prestaram informações sanitárias falsas no momento em que entraram no Brasil. Por atuarem no futebol inglês, deveriam cumprir quarentena de 14 dias.

Concordo que todos os estrangeiros que ingressarem no nosso país devem respeitar as regras sanitárias em vigor. Mas se os jogadores erraram – ou mentiram -, tinham que ser notificados imediatamente, isolados e monitorados. Faltou agilidade aos fiscais da Anvisa. Tiveram dois dias inteiros até o início do jogo. As ações cabíveis deveriam ser tomadas antes.

A Anvisa alega que notificou os jogadores e responsáveis da Associação do Futebol Argentino (AFA) diversas vezes desde a tarde de sábado, dia 4, de que não poderiam ir à arena do Corinthians no domingo. Mas puderam treinar e circular normalmente até o momento do jogo? Algo não está certo nesse imbróglio. O que me faz pensar em quantas outras pessoas menos famosas entram no Brasil com informações falsas e nada acontece. 

A Polícia Federal foi acionada e alega que tentou encontrar os jogadores no hotel onde estava concentrada a seleção argentina, bem como no vestiário da Neo Química Arena e não conseguiu o acesso porque os dirigentes argentinos não liberaram a entrada. Opa, como assim? Desde quando a PF depende da boa vontade dos investigados para fazer o seu trabalho? Essa história está muito mal contada!

Sobre o jogo que não terminou caberá à FIFA tomar uma decisão sobre o que deverá ocorrer. Em nota, a entidade máxima do futebol mundial afirmou que uma comissão disciplinar analisará o caso. O presidente Gianni Infantino disse que o que ocorreu foi “uma loucura” e que lamenta a suspensão do jogo.

Já a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), através do seu presidente interino, Ednaldo Rodrigues, lamentou o episódio. Segundo ela, não houve tentativa de ferir os protocolos sanitários do país para fazer o jogo. “O papel da CBF foi sempre na tentativa de promover o entendimento entre as entidades envolvidas para que os protocolos sanitários pudessem ser cumpridos a contento e o jogo fosse realizado.”

E, como sempre, a Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) lavou as mãos, deixando a decisão para a FIFA. Em nota oficial disse que “as Eliminatórias para a Copa do Mundo são uma competição da FIFA e que todas as decisões relativas à organização e desenvolvimento são exclusiva responsabilidade dela."

Se a fotografia do Brasil perante o mundo já não é das melhores, o episódio envolvendo o jogo das Eliminatórias contribuiu para piorar a imagem. Manchou também a seleção Argentina, que pelo que parece tentou peitar as regras brasileiras e impor a sua vontade. 

ROBERTO MAIA É JORNALISTA, CRONISTA ESPORTIVO, EDITOR DA REVISTA QUAL VIAGEM E DO PORTAL TRAVELPEDIA.COM.BR

 

CORINTHIANS COMEMORA 111 ANOS E DÁ PRESENTES PARA A FIEL TORCIDA

POR ROBERTO MAIA

Giuliano foi a primeira grande contratação do Corinthians no ano, após rescindir com o İstanbul Başakşehir, da Turquia. (Foto: Rodrigo Coca/Ag. Corinthians)

O Corinthians comemorou, dia 1º de setembro, seus 111 anos de fundação e quem ganhou o presente foi a fanática Fiel Torcida. Apesar de estar mergulhado em uma dívida bilionária, o Timão fez mágica nos últimos dias e contratou importantes reforços para o time. Primeiro veio Giuliano, depois o retorno de Renato Augusto, em seguida Roger Guedes e, na véspera do aniversário anunciou a chegada de William, que é fruto do “terrão” do Parque São Jorge e que fez fama na Europa. E antes da janela de transferência fechar ainda confirmou a contratação do lateral-direito João Pedro, junto ao Porto.

O que todos estão se perguntando – corinthianos ou não – é como o presidente Duílio Monteiro Alves conseguiu recursos para trazer jogadores caros que estavam no China e na Europa. Eu particularmente acho que o dirigente percebeu que com o elenco que o treinador Sylvinho tinha em mãos não poderia almejar colocação melhor que o meio da tabela do Brasileirão.

Em 2021, o Corinthians foi o primeiro dos clubes grandes de São Paulo a ser desclassificado de todas as competições da qual participava - Copa do Brasil e Sul-Americana. O que significou perder a chance de conseguir uma boa soma de premiação pela participação. Disputando apenas o Brasileirão e não conseguir chegar à zona dos times que irão disputar a Copa Libertadores do próximo ano também significa perder muito dinheiro.

O que fez o presidente corinthiano então. Se “livrou” de mais de uma dezena de jogadores que têm salários altos e muito tempo de contrato. Alguns rescindiram e outros foram emprestados para clubes do Brasil e do exterior. Certo que o Corinthians ainda paga parte do salário de alguns deles, mas somando todos que saíram dá uma bela aliviada nas despesas. Segundo informação de uma fonte próxima ao presidente Duílio, a folha de pagamento do elenco profissional do Timão era de R$ 14 milhões e agora está na casa dos R$ 11 milhões.

Outra aposta do mandatário corinthiano é que com a chegada dos medalhões, o marketing do clube terá melhores condições de atrair novas receitas, o que significa dinheiro novo entrando. O burburinho atual é de que com novos patrocinadores a camisa alvinegra será a mais valiosa do país.

Tudo isso, mais a volta da torcida aos jogos, o que deverá acontecer a partir de 1º de novembro, segundo o Governo do Estado de São Paulo, trará receitas ao clube, que ajudarão para bancar os salários milionários dos novos contratados.

William, a cereja do bolo!

William abriu mão de muito dinheiro no Arsenal para poder voltar ao Corinthians, clube que o revelou para o futebol. (Foto: Arsenal FC/www.arsenal.com)

A contratação do meia-atacante Willian, que deixou o Arsenal da Inglaterra, onde tinha mais dois anos de contrato, para voltar a vestir a camisa do clube que o formou após 14 anos pode ser considerada a maior do Corinthians desde Ronaldo fenômeno. Acima da média geral no Brasil, o jogador de 33 anos disputou as duas últimas Copas do Mundo – 2014 no Brasil e 2018 na Rússia - com a Seleção Brasileira.

Também fez sucesso na Europa, principalmente no Chelsea, onde ficou durante sete temporadas. William ainda tinha mercado no continente europeu e poderia facilmente ter ido para outro clube. Para voltar ao Timão, William disse não aos franceses Lyon e Olympique de Marselha que tentaram atravessar o negócio na última hora. Também sem dificuldade teria assinado contrato com algum time do Oriente Médio ou da China. 

No Arsenal William recebia R$ 48 milhões por temporada, ou cerca de R$ 4 milhões mensais. Para rescindir o contrato abriu mão de uma bolada considerável. Coisa não muito comum atualmente, onde jogadores aceitam a reserva e o ostracismo para poderem continuar recebendo seus salários milionários até o final do contrato. 

No Corinthians William receberá algo em torno de R$ 1 milhão ou um pouco mais entre luvas e salários. Valores altíssimos para os padrões do país e do Corinthians. Mas ao abrir mão de muito dinheiro para voltar a vestir a camisa do Corinthians, William mostra que ainda tem motivação e não quer simplesmente esperar o fim da carreira chegar. Ou, quem sabe, mostrar serviço no Brasileirão e voltar a ser convocado por Tite para a Copa do Mundo do Catar no final de 2022. Futebol não lhe falta.

ROBERTO MAIA É JORNALISTA, CRONISTA ESPORTIVO, EDITOR DA REVISTA QUAL VIAGEM E DO PORTAL TRAVELPEDIA.COM.BR

sexta-feira, 27 de agosto de 2021

BRASIL E ARGENTINA SERÁ TESTE PARA A VOLTA DOS TORCEDORES EM SÃO PAULO

 POR ROBERTO MAIA

Mascote da Seleção Brasileira, o Canarinho faz festa na arquibancada da Neo Química Arena. (Foto: Matheus Meyohas/CBF)

O clássico entre Brasil e Argentina, válido pelas Eliminatórias da Copa do Mundo FIFA Catar 2022, que será realizado no próximo dia 5 de setembro, na Neo Química Arena, contará com a presença de 12 mil torcedores. O jogo será utilizado pelo Governo de São Paulo como um evento-teste para o protocolo de retorno do público às arquibancadas paulistas previsto para o próximo dia 1º de novembro.

A decisão ocorreu após reuniões entre representantes do governo paulista, Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e Federação Paulista de Futebol. O estádio do Corinthians receberá apenas cerca de 25% de sua capacidade total. Ainda não foi informado como será a venda e distribuição de ingressos.

Importante ressaltar que mesmo a Prefeitura de São Paulo ter anunciado que passará a exigir um “Passaporte de Vacinação” para liberar a entrada em eventos de grande porte, o jogo na arena de Itaquera não prevê a necessidade de comprovação de vacina. A entrada dos torcedores será permitida apenas aos que apresentarem resultado negativo contra a Covid-19 em teste realizado até 48 horas antes do jogo.

A realização do jogo como um teste para a volta dos torcedores aos estádios de São Paulo é importante. Principalmente depois do que aconteceu recentemente em Belo Horizonte. Na partida entre Atlético-MG e River Plate, que decidiu a vaga para a semifinal da Copa Libertadores, mesmo com as restrições e regras pré-estabelecidas, houve desobediência às normas e aglomerações entre torcedores, que em maioria não usavam máscaras. A mesma coisa aconteceu no jogo do Cruzeiro contra o Confiança, pela série B do Campeonato Brasileiro.

- O jogo entre Atlético-MG e River Plate teve aglomerações entre os torcedores do Galo.
(Foto: Pedro Souza/Clube Atlético Mineiro)

Diante do que se viu, o prefeito da capital mineira, Alexandre Kalil, ex-presidente do Atlético-MG, voltou a proibir a presença de público em jogos de futebol.

Em nota oficial a diretoria do Galo discorda da decisão e exige a presença do torcedor nos estádios. Segundo ela, “todas as exigências foram cumpridas e com apenas 30% da capacidade Mineirão e público testado, não representam risco maior do que feiras, shoppings, transporte público e outros”.

Sobre as declarações do prefeito, colocando em dúvida a quantidade de pessoas no estádio, o Atlético-MG afirma que o público total foi de 17.030 pessoas, abaixo, portanto, do limite permitido. Também garante que fez campanha informativa para alertar a torcida sobre o protocolo sanitário, principalmente no que tange ao uso de máscaras, ao distanciamento social e à obrigatoriedade de testagem.

Agora é esperar para ver se o comportamento dos torcedores de São Paulo será diferente. Se bem que um jogo entre seleções é bem diferente de um envolvendo torcedores de clubes. Todos sabemos que são públicos distintos.  

ROBERTO MAIA É JORNALISTA, CRONISTA ESPORTIVO, EDITOR DA REVISTA QUAL VIAGEM E DO PORTAL TRAVELPEDIA.COM.BR

quinta-feira, 19 de agosto de 2021

COM HULK E DIEGO COSTA, ATLÉTICO-MG SONHA COM TÍTULO DO BRASILEIRÃO APÓS 50 ANOS

 POR ROBERTO MAIA

Hulk marcou sete gols no Brasileirão e comanda o time em campo.
(Foto: Pedro Souza/Clube Atlético Mineiro)

Quem assistiu ao jogo entre Palmeiras e São Paulo, válido pela Libertadores da América, onde o Verdão eliminou o Tricolor, deve ter percebido que o time comandado por Abel Ferreira não está para brincadeira. O Alviverde tem atualmente um dos melhores elencos do Brasil, juntamente com Flamengo e Atlético-MG. No futebol é difícil cravar com certeza absoluta, mas o Brasileirão deste ano tem tudo para ficar entre esses três times.

Mas antes do início do Campeonato Brasileiro muita gente fez previsões colocando, além de Palmeiras e Flamengo, times como o São Paulo, o Grêmio e o Internacional como favoritos ao título. Poucos incluíram o Galo mineiro como possível campeão.

Sem levantar a taça do Brasileirão desde 1971, quando foi o primeiro campeão da competição, o Atlético-MG está se reforçando e já começa a mostrar que 50 anos depois poderá voltar a comemorar o título.

Prova disso foi o jogo de sábado passado, quando o Galo venceu o Palmeiras por 2 a 0 no Mineirão, ampliando a vantagem na liderança do Brasileirão. O time comandado pelo técnico Cuca chegou a 37 pontos na tabela de classificação, cinco à frente do Verdão.

Com a vitória, o Galo chegou à marca de nove vitórias consecutivas pelo Campeonato Brasileiro, maior sequência alcançada pelo time desde que a competição passou a ser disputada por pontos corridos.

O sonho começou a ganhar ares de realidade quando o Atlético-MG repatriou o atacante Hulk, que estava há 20 anos jogando no exterior. A aposta se mostrou acertada e ele vem fazendo a diferença jogando pelo Galo. Até agora o considero o melhor jogador do campeonato.

E as atuações de Hulk não deixam dúvidas. Em nove jogos pela Libertadores, marcou seis gols, além de assistências importantes. No Brasileirão já marcou sete gols e comanda o time em campo.

Diego Costa fez fama na Europa jogando pelo Atlético de Madrid e Chelsea. (Foto: Pedro Souza/Clube Atlético Mineiro)

Não satisfeita com o excelente momento vivido pelo time, a diretoria atleticana foi buscar o atacante Diego Costa, que desembarcou em Belo Horizonte na terça-feira, já causando furor entre os torcedores.

Diego Costa também estava longe do Brasil há 15 anos, período em que atuou de maneira vitoriosa no futebol da Europa, principalmente quando vestiu as camisas do Atlético de Madrid, na Espanha, e do Chelsea, na Inglaterra.

Logo ao desembarcar prometeu gols e muito empenho em campo à torcida do Galo. "Primeiro quero agradecer por estar no Galão da Massa. Acompanhei a toda a repercussão pelas redes sociais e espero retribuir toda a expectativa da torcida. Me senti muito querido por todos e isso pesou muito na minha decisão. Não vai faltar empenho, raça e vontade para fazer muitos gols. Esse é meu desejo e meu objetivo", afirmou.

Os próximos capítulos, ops, rodadas mostrarão se as expectativas serão concretizadas dentro de campo. Enquanto isso, a torcida do Galo Doido já faz festa.

ROBERTO MAIA É JORNALISTA, CRONISTA ESPORTIVO, EDITOR DA REVISTA QUAL VIAGEM E DO PORTAL TRAVELPEDIA.COM.BR