quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Coluna publicada nos Jornais de Bairros Associados em 22 de outubro de 2015

Está chegando a hora de mostrar quem é o melhor

Por Roberto Maia

O Corinthians de Renato Augusto é o grande favorito ao 
título do Brasileirão (Foto: Daniel Augusto Jr./Ag.Corinthians)

A temporada do nosso futebol tupiniquim está chegando em sua etapa decisiva. Os clubes que almejam algo maior já entraram na reta final das competições e vislumbram títulos, taças e classificação à Copa Libertadores da América do próximo ano.

No Brasileirão, a torcida do Corinthians vive um misto de euforia e angustia. Ao mesmo tempo em que vê o time sobrando no campeonato também fica com um pé atrás, pois se acostumou a sofrer até os derradeiros minutos da disputa. A rodada deste final de semana pode deixar as coisas ainda mais tranquilas se o Timão vencer o Flamengo em sua arena onde é quase imbatível. Até porque o rival direto ao título, o Atlético Mineiro, tem parada indigesta contra a embalada Ponte Preta que sonha com a quarta colocação e, quem sabe, uma vaga à Libertadores.

Na Copa do Brasil, apenas os santistas têm motivos para comemorar – por enquanto. Na primeira rodada da semifinal neste meio de semana, São Paulo e Palmeiras amargaram derrotas na competição que pode levar direto à Libertadores. Na semana que vem, uma vitória simples em casa pode dar a vaga à final ao Palmeiras, enquanto o Santos tem situação confortável e só ficará fora se perder por três gols na Vila Belmiro – estádio em que acumula 11 vitórias consecutivas no Brasileirão.

Entre os quatro grandes do futebol paulista, o Santos tem sido o mais surpreendente. Iniciou o ano perdendo jogadores, que entraram com ações na Justiça do Trabalho alegando falta de pagamento e conseguiram liberação. Foram os casos de Leandro Damião, Mena e Arouca, entre outros. Desacreditado, conseguiu chegar à final do Paulistão contra o renovado Palmeiras – que contratou 25 jogadores para a temporada – e contrariando expectativas ficou com o título após acirrada disputa de pênaltis.

O Corinthians, após um início de temporada arrasador e jogando um futebol que encantou torcedores e críticos, quase entrou em crise após ser eliminado do Paulistão em sua casa justamente para o arquirrival Palmeiras. Sem dinheiro, ainda viu dois dos seus principais jogadores – Guerrero e Emerson Sheik - debandarem para o Flamengo. Era o prenuncio de um ano de dificuldades. E a caminhada não foi nada fácil. No início de junho, o Timão foi massacrado pelo Grêmio no Brasileirão em uma vitória por 3 a 1 que não deixava dúvidas quanto ao que o futuro poderia trazer. Naquela oportunidade, o time comandado por Tite amargou a quinta derrota em dez jogos e era o 11º colocado na competição.

O São Paulo trouxe um treinador de primeira linha, o colombiano Juan Carlos Osorio, mas derrapou feio fora das quatro linhas. O clube que outrora fora exemplo de administração se envolveu em um emaranhado de problemas – desde disputas políticas até suspeita de corrupção – e pode terminar 2015 sem nenhuma conquista. Justamente no ano em que perderá o seu maior ídolo, o goleiro Rogério Ceni, que já anunciou a aposentadoria.

Já o Palmeiras aparece como a maior decepção até o momento. Jogando em sua nova arena Allianz Parque, empolgou os torcedores e deu esperança de sonhos maiores. Perdeu o Paulistão na final, trocou de treinador - trouxe o bicampeão do Brasileirão Marcelo Oliveira – e alterna bons e maus momentos no campeonato. Ainda não justificou o grande investimento realizado.
Claro que ainda tudo pode mudar. Nem tudo está perdido. A conquista da Copa do Brasil pode alterar o rumo da história. O mesmo vale para o Corinthians que, apesar de favorito ao título nacional, ainda não ganhou nada e tem que continuar brigando até o fim como exige a sua fiel torcida.    

O Palmeiras ainda não justificou o grande 
investimento na contratação de 25 jogadores
 para a temporada (Foto: Cesar Greco/Ag.Palmeiras)


Maior surpresa do ano entre os paulistas, o Santos está na 
final da Copa do Brasil (Foto: santosfc.com.br)

Rogério Ceni pode se aposentar sem nenhuma conquista em um 
ano de dificuldades para o Tricolor (Foto: Rubens Chiri/saopaulofc.net)

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