Mais um gol da Alemanha!
Por Roberto Maia
Sob o
comando de Tite, o Corinthians apresenta bom futebol e lidera
o Brasileirão com
folga (Foto: Daniel Augusto Jr./Agência Corinthians)
A goleada histórica que a seleção alemã aplicou na nossa
durante a Copa de 2014 parece que não serviu para nada. No mínimo, o vergonhoso
7 a 1 deveria ter feito com que os dirigentes do futebol brasileiros repensarem
algumas fórmulas arcaicas que praticam à exaustão como se estivessem fazendo
grandes coisas. Nas entrevistas, costumam falar bonito sobre planejamento, marketing,
projeto de longo prazo etc. Mas, na prática, agem como verdadeiros varzeanos.
Que me desculpem os times de várzea, que apesar das limitações financeiras em
muitos casos demonstram ser mais organizados que times grandes da Série A.
Um dos recursos mais desgastados e que causam grandes
prejuízos aos clubes – financeiros e técnicos – é a constante troca de
treinadores durante os campeonatos. Para sinalizar aos torcedores que estão
preocupados com o desempenho do time, trocam treinadores como quem troca de
roupa. E pagam pesadas multas rescisórias sem demonstrar muita preocupação.
Até o momento em que eu estava escrevendo essa coluna, 24
treinadores já haviam sido demitidos por seus clubes em 28 rodadas do
Brasileirão 2015. O último a levar o bilhete azul foi Milton Mendes, técnico do
Atlético-PR. A cúpula do time paranaense sempre elogiou as virtudes de Mendes,
porém não resistiu à pressão após a quarta derrota consecutiva ao perder para a
Ponte Preta em plena Arena da Baixada por 2 a 1. Milton Mendes, que já
trabalhou em times de Portugal e do Catar, dirigia o time paranaense desde
abril. Antes ele treinava a Ferroviária de Araraquara (SP), time que conseguiu
elevar ao grupo da elite do Campeonato Paulista.
A relação dos demitidos começou com Oswaldo de Oliveira
(Palmeira), seguido por Marcelo Oliveira (Cruzeiro), Vanderlei Luxemburgo
(Cruzeiro e Flamengo), Cristovão Borges (Flamengo), Marcelo Fernandes (Santos),
Eduardo Baptista (Sport), Guto Ferreira (Ponte Preta), Ricardo Drubscky
(Fluminense), Emerson Moreira (Fluminense), Celso Roth (Vasco), Doriva (Vasco),
Renê Simões (Figueirense), Argel Fucks (Figueirense), Marquinhos Santos
(Coritiba), Luis Felipe Scolari (Grêmio), Vinícius Eutrópio (Chapecoense),
Hemerson Maria (Joinville), Adilson Batista (Joinville), Diego Aguirre
(Internacional), Julinho Camargo (Goiás), Hélio dos Anjos (Goiás) e Wagner
Lopes (Goiás).
O recordista de demissões em um mesmo campeonato foi
Vanderlei Luxemburgo, duas vezes, enquanto o time que mais trocou de
treinadores foi o Goiás, três vezes. Os únicos times que mantiveram os seus comandantes
são o Corinthians (Tite), o Atlético-MG (Levir Culpi) e o Avaí (Gilson Kleina).
Não por acaso os dois primeiros lideram o Brasileirão com folga.
Quem será o próximo? Tem muita gente apostando que Juan
Carlos Osorio não terminará o campeonato no comando do São Paulo.
Ronaldinho
Gaúcho – Para não deixar passar em branco, que lamentável e triste
o final de carreira deste que foi um dos maiores jogadores de futebol de todos
os tempos. Depois de passagem apagada pelo Querétaro do México e, agora, deixar
o Fluminense após menos de três meses e nenhum gol, mostra que ele é hoje um
ex-jogador em atividade. E também demonstra a mediocridade e falta de
profissionalismo dos dirigentes brasileiros.
Triste
fim: Ronaldinho Gaúcho não ficou nem três meses
no Fluminense (Foto: Flickr-Fluminense/Divulgação)


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