Por
Roberto Maia
Fernando
Prass defendeu pênalti e converteu a última penalidade
que deu o terceiro
título da Copa do Brasil ao Verdão
(Foto:
Cesar Greco/Ag. Palmeiras/Divulgação)
A noite do dia 2 de
dezembro de 2015 ficará marcada na mente dos torcedores palmeirenses. Foi a
noite da redenção alviverde. Noite de sofrimento e êxtase. Noite em que o
gigante acordou. E despertou com o barulho e vibrações positivas emanadas por
sua fanática massa de torcedores apaixonados. A noite inesquecível entra para a
história do Palestra e marca o renascimento de um clube centenário e de tradições
inquestionáveis, mas que amargava crise que parecia interminável. Mas, hoje, como
disse o quarentão com fôlego de garoto Zé Roberto, você torcedor palmeirense
pode bater no peito do seu colega e dizer “o Palmeiras é grande, o Palmeiras é
gigante”!
Como nada acontece com
facilidade na história recente do Verdão, o enredo do jogo final contra o
Santos teve requintes de crueldade e tortura aos apaixonados torcedores. Antes de
soltar o grito engasgado na garganta o torcedor verde sofreu muito. E contou
com a ajuda decisiva de mais um goleiro aspirante ao posto de santo, tal qual ao
grande Marcos. Fernando Prass foi um monstro em campo. Coube a ele fazer
defesas milagrosas – não somente neste jogo -, pegar pênalti e ainda bater e marcar
o último que deu o tricampeonato da Copa do Brasil ao Palmeiras. O primeiro
título conquistado na nova casa palestrina, o moderno Allianz Parque.
A conquista coroa um
ano que começou cheio de esperança, mas que estaria perdido já que o Verdão foi
vice no Paulistão em final disputada contra o próprio Santos – e definida
também nos pênaltis – e ficou longe da disputa do título brasileiro e da vaga à
Libertadores. Marcelo Oliveira, o treinador bicampeão brasileiro com o Cruzeiro,
depositou todas as suas fichas na Copa do Brasil e se consagrou. Tivesse
perdido ontem provavelmente não emplacaria 2016 no comando do time palmeirense.
Aliás, Marcelo estava com competição atravessada em seu peito, pois foi vice-campeão
três vezes - duas com o Coritiba e outra com o Cruzeiro. Justiça a um treinador
competente e trabalhador.
Quando passar a ressaca
da conquista, a direção palmeirense começará a pensar seriamente na disputa da
Copa Libertadores da América, competição em que foi campeão em 1999. O
presidente Paulo Nobre, que resgatou a dignidade do Palmeiras com uma
administração eficiente em que até colocou muito dinheiro do próprio bolso, saneou
dívidas e remontou um time inteiro para essa temporada, já fala em reforços para
entrar com força na disputa do torneio continental. A torcida certamente fará
sua parte e continuará a lotar a arena e proporcionar arrecadações milionárias.
Os gritos de “dá-lhe, dá-lhe porco”, “vamos ganhar porco” e “é festa no
chiqueiro” ecoarão forte para empurrar o time a outras conquistas.
A Libertadores da
América de 2016 poderá ter o trio de ferro do futebol paulista caso o São Paulo
confirme o quarto lugar no Brasileirão na última rodada no próximo final de
semana. A força do futebol paulista só não estará completa porque o Santos ficou
fora. A decisão de abrir mão de tentar conquistar a vaga no Brasileirão foi um
erro fatal. Tudo teria dado certo se a vitória no primeiro jogo na Vila Belmiro
tivesse com número maior de gols. O poderia ter acontecido já que o Santos
dominou amplamente o time do Palmeiras, criou inúmeras situações de gol e apenas
um. Muito provavelmente o jovem atacante Nilson será crucificado e
responsabilizado pela perda do título da Copa do Brasil. Tivesse ele marcado o
gol imperdível no final do jogo na Vila e a história poderia ter sido outra. O
ano santista só não é considerado perdido porque conquistou o Paulistão. O
saldo positivo é que conseguiu reconstruir um elenco no início de 2015 e
revelou jovens talentos, além é claro de ter resgatado o goleador Ricardo
Oliveira. A missão agora será mantê-los já que despertaram o interesse de
muitos times do exterior.
Dois mil e dezesseis
está logo ali e promete muitas emoções!
Presidente Paulo Nobre contratou 25 jogadores para a temporada
e o treinador Marcelo
Oliveira, bicampeão brasileiro pelo
Cruzeiro (Foto:
Cesar Greco/Ag. Palmeiras/Divulgação)
Dudu
quase foi o herói do jogo. Fez dois gols e se redimiu da
final do Paulistão,
onde foi expulso e perdeu pênalti.
(Foto: Cesar Greco/Ag. Palmeiras/Divulgação)



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