quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

O gigante acordou! Palmeiras renasce no embalo da torcida

Por Roberto Maia

Fernando Prass defendeu pênalti e converteu a última penalidade 
que deu o terceiro título da Copa do Brasil ao Verdão
(Foto: Cesar Greco/Ag. Palmeiras/Divulgação)

A noite do dia 2 de dezembro de 2015 ficará marcada na mente dos torcedores palmeirenses. Foi a noite da redenção alviverde. Noite de sofrimento e êxtase. Noite em que o gigante acordou. E despertou com o barulho e vibrações positivas emanadas por sua fanática massa de torcedores apaixonados. A noite inesquecível entra para a história do Palestra e marca o renascimento de um clube centenário e de tradições inquestionáveis, mas que amargava crise que parecia interminável. Mas, hoje, como disse o quarentão com fôlego de garoto Zé Roberto, você torcedor palmeirense pode bater no peito do seu colega e dizer “o Palmeiras é grande, o Palmeiras é gigante”!

   Como nada acontece com facilidade na história recente do Verdão, o enredo do jogo final contra o Santos teve requintes de crueldade e tortura aos apaixonados torcedores. Antes de soltar o grito engasgado na garganta o torcedor verde sofreu muito. E contou com a ajuda decisiva de mais um goleiro aspirante ao posto de santo, tal qual ao grande Marcos. Fernando Prass foi um monstro em campo. Coube a ele fazer defesas milagrosas – não somente neste jogo -, pegar pênalti e ainda bater e marcar o último que deu o tricampeonato da Copa do Brasil ao Palmeiras. O primeiro título conquistado na nova casa palestrina, o moderno Allianz Parque.  

   A conquista coroa um ano que começou cheio de esperança, mas que estaria perdido já que o Verdão foi vice no Paulistão em final disputada contra o próprio Santos – e definida também nos pênaltis – e ficou longe da disputa do título brasileiro e da vaga à Libertadores. Marcelo Oliveira, o treinador bicampeão brasileiro com o Cruzeiro, depositou todas as suas fichas na Copa do Brasil e se consagrou. Tivesse perdido ontem provavelmente não emplacaria 2016 no comando do time palmeirense. Aliás, Marcelo estava com competição atravessada em seu peito, pois foi vice-campeão três vezes - duas com o Coritiba e outra com o Cruzeiro. Justiça a um treinador competente e trabalhador.

   Quando passar a ressaca da conquista, a direção palmeirense começará a pensar seriamente na disputa da Copa Libertadores da América, competição em que foi campeão em 1999. O presidente Paulo Nobre, que resgatou a dignidade do Palmeiras com uma administração eficiente em que até colocou muito dinheiro do próprio bolso, saneou dívidas e remontou um time inteiro para essa temporada, já fala em reforços para entrar com força na disputa do torneio continental. A torcida certamente fará sua parte e continuará a lotar a arena e proporcionar arrecadações milionárias. Os gritos de “dá-lhe, dá-lhe porco”, “vamos ganhar porco” e “é festa no chiqueiro” ecoarão forte para empurrar o time a outras conquistas.  

   A Libertadores da América de 2016 poderá ter o trio de ferro do futebol paulista caso o São Paulo confirme o quarto lugar no Brasileirão na última rodada no próximo final de semana. A força do futebol paulista só não estará completa porque o Santos ficou fora. A decisão de abrir mão de tentar conquistar a vaga no Brasileirão foi um erro fatal. Tudo teria dado certo se a vitória no primeiro jogo na Vila Belmiro tivesse com número maior de gols. O poderia ter acontecido já que o Santos dominou amplamente o time do Palmeiras, criou inúmeras situações de gol e apenas um. Muito provavelmente o jovem atacante Nilson será crucificado e responsabilizado pela perda do título da Copa do Brasil. Tivesse ele marcado o gol imperdível no final do jogo na Vila e a história poderia ter sido outra. O ano santista só não é considerado perdido porque conquistou o Paulistão. O saldo positivo é que conseguiu reconstruir um elenco no início de 2015 e revelou jovens talentos, além é claro de ter resgatado o goleador Ricardo Oliveira. A missão agora será mantê-los já que despertaram o interesse de muitos times do exterior.


   Dois mil e dezesseis está logo ali e promete muitas emoções!

Presidente Paulo Nobre contratou 25 jogadores para a temporada
e o  treinador Marcelo Oliveira, bicampeão brasileiro pelo
Cruzeiro (Foto: Cesar Greco/Ag. Palmeiras/Divulgação)

Dudu quase foi o herói do jogo. Fez dois gols e se redimiu da
final do Paulistão, onde foi expulso e perdeu pênalti.
(Foto: Cesar Greco/Ag. Palmeiras/Divulgação)

Nenhum comentário:

Postar um comentário