Por Roberto Maia
Palmeira
foi facilmente envolvido pelo fraco Nacional em pleno
Allianz Parque (Foto:
Cesar Greco/Ag.Palmeiras/Divulgação)
Os
torcedores brasileiros aprenderam a gostar da Copa Libertadores da América. Afinal,
se o seu time ganhar o troféu ele é considerado o melhor das Américas - do
México à Patagônia. Será? Eu particularmente acho que essa disputa é de um
nível técnico baixíssimo. No Campeonato Paulista tem times muito superiores a
muitos que disputam o torneio continental. E, o mais incrível, é o desespero
que se abate sobre os jogadores dos times brasileiros envolvidos na disputa. É
lamentável assistir às entrevistas em que esses costumam dizer que são jogos
difíceis e um empate fora de casa está de bom tamanho. Dirigentes de times
campeões como o São Paulo, Corinthians, Palmeiras e outros brasileiros que disputam
a Libertadores deveriam proibir comentários desse tipo.
Aqui no
Brasil temos jogadores experientes e com passagens por times da Europa. Porém,
quando entram na disputa da Libertadores parecem juvenis recém saídos das
categorias de base. Triste isso. Nossas equipes já entram derrotadas em campo.
Como explicar o São Paulo conseguir perder no Pacaembu para o fraquíssimo The
Strongest da Bolívia? Ou o Palmeiras deixar o também fraco Nacional do Uruguai
se impor em pleno Allianz Parque e vencer com um jogador a menos durante todo o
segundo tempo do jogo? Mesmo jogando no Paraguai, o Corinthians tinha obrigação
de se impor sobre o Cerro Porteño, uma equipe inferior a muitas que disputam a
Série C do Campeonato Brasileiro. Os corinthianos ainda lembram da doída
eliminação para o Tolima, um outro time limitado.
Até
quando essa situação irá perdurar? Tirando equipes argentinas como o Boca
Juniors e o River Plate, o restante não deveria apresentar dificuldades
maiores. Perderá dinheiro quem apostar que um desses times poderá ser o campeão
da América: Trujillanos, The Strongest, Nacional (URU), River Plate (URU), Independiente
Del Valle, Melgar, Cerro Porteño, Cobresal e outros do mesmo nível.
O
Corinthians, recentemente, foi ao Deserto do Atacama, no Chile, para jogar
contra o Cobresal. E não foi fácil chegar à vitória no último minuto do jogo.
Mesmo a viagem com logística complicada, a hospedagens em um hotel feito com contêineres
justificam tamanha dificuldade. Para mim, a única explicação é o medo de perder
e acreditar que o adversário é forte por estar disputando a Libertadores.
Complexo de vira-lata talvez explique. A expressão criada pelo dramaturgo e escritor Nelson
Rodrigues ao se referir ao trauma sofrido pelos brasileiros em 1950, quando a
Seleção Brasileira foi derrotada pelo Uruguai na final da Copa do Mundo em
pleno Maracanã.
Quando
assisto aos jogos da Liga dos Campeões da Europa chego a ficar com raiva da
Libertadores. E já tivemos tempo suficiente para melhorar o nível dos times e
dos estádios que disputam a hegemonia das Américas. Sim, das Américas porque
times mexicanos entram na disputa mas, caso vençam, não podem ir à disputa do
Mundial de Clubes. Absurdo!
Criada
em 1960, a Copa Libertadores da América é o mais tradicional e importante
torneio de clubes desse lado do mundo. O primeiro representante do Brasil foi o
Bahia e de lá para cá, times brasileiros já levantaram a velha taça em 17
oportunidades.
Corinthians teve dois jogadores expulsos e foi derrotado
facilmente pelo Cerro Portenõ (Foto: Ag.Corinthians/Divulgação)


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