sábado, 16 de julho de 2016

Herói português conquistou primeiro o mundo, depois a Europa

Por Roberto Maia

Cristiano Ronaldo com a tão cobiçada taça da 
UEFA Euro 2016 (Foto: facebook.com/Cristiano)

Tirando os franceses, claro, parece que todos estavam torcendo pela seleção de Portugal na final da UEFA Euro 2016. E a torcida deu resultado. O que parecia impossível aconteceu. O time mais fraco venceu o mais forte em pleno Stade de France, em Saint-Denis, ao norte de Paris. Tudo parecia contra os portugueses. Além dos quase 80 mil franceses no estádio, até Mick Jagger, astro dos The Rolling Stones e famoso pé frio, estava presente para apoiar os portugueses. Ele e tantos outros torcedores pelo mundo queriam ver também Cristiano Ronaldo. Afinal, ele era a estrela maior em campo e poderia decidir em favor do seu país. E não é que ele sentiu contusão muscular logo no início do jogo e teve que ser substituído!
Mas, mesmo fora de campo, o famoso CR7 empurrou seu time à conquista inédita. Foi emocionante vê-lo ao lado do treinador dando orientações e também antes do início da prorrogação falando com cada um dos seus companheiros, pedindo garra, determinação e, quem sabe, que ganhassem o título para ele.

     No final, às lágrimas, brincava com a taça como um menino que acabava de ganhar um brinquedo novo e muito desejado. E ele fez por merecer. Afinal, não é de hoje que ele é o principal jogador da seleção português e maior ídolo do futebol do país. Talvez no futuro os historiadores o colocarão como o maior de todos os tempos no futebol de Portugal. Os mais velhos podem até equipará-lo com o grande Euzébio. Mas haverá uma diferença entre ambos, o CR7 deu a Portugal o seu maior título internacional.

    Nascido em 1985 em Funchal, na Ilha da Madeira, Cristiano Ronaldo dos Santos Aveiro vem colecionado conquistas ao longo da carreira. O capitão da seleção portuguesa e maior nome do Real Madrid já conquistou por três vezes a Bola de Ouro, troféu concedido pela FIFA ao melhor jogador do mundo. O craque levou a “bolinha” como ele mesmo disse, em 2008, 2013 e 2014, se igualando a outras duas lendas do futebol, Ronaldo Fenômeno e Zinedine Zidane. E tem tudo para conquistar a sua quarta bola este ano. A temporada 2015/2016 do português foi fantástica. Ele marcou 54 gols em 55 partidas disputadas, foi campeão da Liga dos Campeões com o Real Madrid (onde foi o artilheiro com 16 gols) e agora a Eurocopa.

     Cristiano Ronaldo começou a carreira nas categorias de base do Andorinha de Santo António. Em 1995, foi para o Clube Desportivo Nacional e logo em seguida assinou com Sporting de Lisboa. O grande talento do garoto chamou a atenção de Sir Alex Ferguson, treinador do Manchester United. E, em 2003, com apenas 18 anos, assinou contrato com o clube inglês, que pagou cerca de 12,24 milhões de libras esterlinas (15 milhões de euros) ao Sporting. A transferência de CR7 Manchester United para o Real Madrid, em 2009, é considerada a mais cara do esporte: 80 milhões de libras esterlinas (94 milhões de euros).

Cristóvão Borges acredita que pode fazer Pato 
voltar a jogar o futebol que conquistou o mundo 
(Foto: Ag.Corinthians/divulgação)

Cristóvão e a reestreia de Pato - O treinador baiano chegou ao Corinthians sob desconfiança dos torcedores e, silenciosamente, vai conquistando vitórias e mantendo o Timão na parte de cima da tabela do Brasileirão. Mas a desconfiança não é gratuita. O ex-jogador – inclusive com passagem pelo Corinthians – até hoje não tem nenhuma conquista no seu currículo como treinador. Auxiliar técnico durante muitos anos em diversos clubes brasileiros, viu a chance chegar no Vasco da Gama, em 2011, quando o treinador Ricardo Gomes sofreu um AVC. Assumiu o comando técnico do clube e seu bom trabalho levou o time ao segundo lugar do Brasileiro e às semifinais da Copa Sul-Americana. Depois passou pelo Bahia (2013), Fluminense (2014/2015), Flamengo (2015), Atlético-PR (2015/2016). Um dos seus objetivos no Timão é fazer Pato voltar a jogar o futebol que conquistou o mundo e depois foi desaparecendo. Pato está treinando e se preparando. Tem a confiança de Cristóvão, mas terá que superar a raiva da Fiel que ainda não o perdoou pela displicência ao bater pênalti decisivo na Copa do Brasil de 2013. Ambos precisam mostrar competência e conquistar a confiança dos torcedores.

Mesmo prejudicado, São Paulo foi valente contra 
o Atletico Nacional (Rubens Chirisaopaulofc.net)

Libertadores: fim do sonho Tricolor - Acabou de forma melancólica a participação do São Paulo na Copa Bridgestone Libertadores 2016. Concorrendo como um grande azarão, o Tricolor chegou aos tropeços até a semifinal da competição. O sonho de conquista a América pela quarta vez parou no futebol bem jogado do time colombiano Atlético Nacional. A proeza de virar o placar no jogo e ontem era considerada quase impossível. Mas o time brasileiro demostrou muita garra e vontade e poderia ter conseguido um melhor resultado se não tivesse sido tão prejudicado pela arbitragem. O que demonstra mais uma vez a fragilidade dos times brasileiro nos bastidores da principal competição da América do Sul. Até quando?


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