Por Roberto Maia
Rogério Ceni apresentou seus auxiliares Michael
Bale e
Charles Hembert aos jogadores (Foto: Rubens Chiri/saopaulofc.net)
Torcedores do São Paulo
claro, olham Rogério Ceni como uma entidade superior, intocável, soberana. Não
à toa o chamam de Mito. Já os torcedores adversários enxergam muitos defeitos e
o acusam de ser arrogante. Nem tanto ao céu e nem ao inferno. O que ninguém
pode dizer é que ele não tenha coragem. Tem e muita. Não fosse assim jamais aceitaria
ser o treinador do time que o consagrou como goleiro e como artilheiro. Afinal
é ele o goleiro recordista em gols marcados no mundo e em todos os tempos. Recorde
que dificilmente será quebrado. Em 25 anos de carreira foram 134 gols entre
pênaltis e faltas. O paraguaio Chilavert é o segundo com “apenas” 62 tentos
convertidos.
Jovem (44 anos) e com
nenhuma experiência como treinador, Ceni ao escolher o Tricolor, time pelo qual
disputou 1.237 partidas – outro recorde mundial – coloca em risco a sua
lendária carreira. Sem dúvida é uma aposta de risco dos dirigentes são-paulinos
e dele próprio. Qual será a reação dos torcedores após uma sequência de
resultados ruins? E os dirigentes terão paciência para esperar? Zico, por
exemplo, disse que jamais será treinador do Flamengo, time pelo qual reinou
absoluto e é o maior ídolo da história rubro-negra.
Rogério Ceni começou sua
jornada como técnico do seu time de coração na semana passada e com a mesma
disposição que sempre mostrou em seus tempos de jogador. Conhecedor profundo
dos bastidores do Morumbi e dos atalhos do CT da Barra Funda, apresentou seus auxiliares
internacionais - o inglês Michael Bale e o francês Charles Hembert - aos jogadores.
Também conversou com o presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco. Ele
foi observado e tratado com a reverência que somente os grandes ídolos têm
direito.
Na sexta-feira passada, Ceni
embarcou para a sua primeira viagem como técnico da equipe. O Tricolor participa
este ano da terceira edição do torneio internacional Florida Cup Challenge 2017,
nos Estados Unidos. O clube aproveita a permanência nos EUA para realizar sua
pré-temporada.
A viagem foi realizada a
bordo de uma aeronave da Copa Airlines – patrocinadora do clube - personalizada
com o distintivo do São Paulo. Na escala na Cidade do Panamá o novo “professor”
concedeu entrevista coletiva no Centro de Conexões das Américas (Aeroporto de
Tucumén) para jornalistas panamenhos. Tudo por conta da parceria com a companhia
aérea iniciada em 2015 e renovada no ano passado. Além do patrocínio na camisa,
há ações de marketing e posicionamento de marca. Segundo a empresa, o novo
técnico demonstra os mesmos valores da Copa: liderança, transmite segurança e é
pontual. O que é a pura verdade. Rogério sempre era sempre um dos primeiros a
chegar e um dos últimos a sair dos treinos.

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