sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Palmeiras cai na Libertadores e agora pensa no futuro

POR ROBERTO MAIA

O goleiro Jailson fez o que pôde, mas não conseguiu evitar a eliminação do Palmeiras na Libertadores 

No final de julho comentei aqui que o Palmeiras estava sentindo a pressão após a eliminação da Copa do Brasil e via na conquista da Copa Libertadores a grande chance de salvar o ano. Não conseguiu, apesar de contar com um elenco milionário.

O que resta agora é garantir classificação para a Libertadores de 2018. Como? Jogando para ser campeão, apesar da grande distância do líder Corinthians – 15 pontos de diferença.  Sonho impossível? Pode ser, mas no futebol tudo é possível. O Palmeira é muito grande e tem que sempre jogar pensando em ser campeão.

Entendo que o que está acontecendo é fruto de um planejamento errado, além da mudança de treinador e a chegada de jogadores no meio da temporada. Cuca chegou como o grande salvador e não consegue definir um time titular. E ainda trombou de frente com Felipe Melo, jogador que é ídolo da torcida. No jogo de quarta-feira, dia 9, contra o Barcelona de Guayaquil, no Allianz Parque, deixou Borja no banco, jogador que custou R$ 33 milhões e ainda não disse a que veio. Será que o experiente jogador colombiano, considerado o melhor da Libertadores de 2016, não poderia ser decisivo?

Após o jogo, o presidente do Verdão, Maurício Galiotte, garantiu a permanência do treinador Cuca e do executivo Alexandre Mattos. O que não significa muita coisa em se tratando de futebol brasileiro. Mas, foi muito infeliz ao enxergar evolução do time do ano passado até agora. Segundo o dirigente, a equipe evoluiu já que em 2016 foi eliminada da fase de grupos e, agora, caiu nas oitavas.

Sem achar um time titular, o supersticioso Cuca
voltou a usar a calça vinho da sorte – não adiantou 

Desculpe presidente, mas isso é pensar pequeno demais. O Palmeiras começou o ano como o maior favorito a títulos no Brasil. O clube, com o auxílio financeiro da patrocinadora, que colocou muitos milhões para trazer jogadores como Miguel Borja, Guerra, Luan, Bruno Henrique e Deyverson, entre outros, teria que produzir mais. Muito mais! Fica claro que o que foi planejado não deu certo.

Porém, Galiotte está correto quando diz que para um time conseguir ganhar a Libertadores tem que estar disputando sempre. Foi assim com todos os clubes brasileiros que disputaram e conquistaram o título de melhor das Américas. A repetição dá rodagem e alivia a pressão. Era nítida a diferença entre os jogadores do Palmeiras e do Barcelona do Equador, time imensamente inferior no papel. No campo, os jovens jogadores mostraram tranquilidade, apesar de jogar no Allianz Parque lotado. Isso é Libertadores e temos que aprender a jogá-la. 

Fotos: Cesar Greco/Ag.Palmeiras/Divulgação

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