POR
ROBERTO MAIA
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| O goleiro Jailson fez o que pôde, mas não conseguiu evitar a eliminação do Palmeiras na Libertadores |
No final de julho comentei aqui que o Palmeiras
estava sentindo a pressão após a eliminação da Copa do Brasil e via na
conquista da Copa Libertadores a grande chance de salvar o ano. Não conseguiu,
apesar de contar com um elenco milionário.
O que resta agora é garantir classificação para a
Libertadores de 2018. Como? Jogando para ser campeão, apesar da grande
distância do líder Corinthians – 15 pontos de diferença. Sonho impossível? Pode ser, mas no futebol
tudo é possível. O Palmeira é muito grande e tem que sempre jogar pensando em
ser campeão.
Entendo que o que está acontecendo é fruto de um
planejamento errado, além da mudança de treinador e a chegada de jogadores no
meio da temporada. Cuca chegou como o grande salvador e não consegue definir um
time titular. E ainda trombou de frente com Felipe Melo, jogador que é ídolo da
torcida. No jogo de quarta-feira, dia 9, contra o Barcelona de Guayaquil, no Allianz Parque,
deixou Borja no banco, jogador que custou R$ 33 milhões e ainda não disse a que
veio. Será que o experiente jogador colombiano, considerado o melhor da
Libertadores de 2016, não poderia ser decisivo?
Após o jogo, o presidente do Verdão, Maurício
Galiotte, garantiu a permanência do treinador Cuca e do executivo Alexandre
Mattos. O que não significa muita coisa em se tratando de futebol brasileiro.
Mas, foi muito infeliz ao enxergar evolução do time do ano passado até agora.
Segundo o dirigente, a equipe evoluiu já que em 2016 foi eliminada da fase de grupos
e, agora, caiu nas oitavas.
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| Sem achar um time titular, o supersticioso Cuca voltou a usar a calça vinho da sorte – não adiantou |
Desculpe presidente, mas isso é pensar pequeno
demais. O Palmeiras começou o ano como o maior favorito a títulos no Brasil. O
clube, com o auxílio financeiro da patrocinadora, que colocou muitos milhões
para trazer jogadores como Miguel Borja, Guerra, Luan, Bruno Henrique e Deyverson,
entre outros, teria que produzir mais. Muito mais! Fica claro que o que foi
planejado não deu certo.
Porém, Galiotte está correto quando diz que para um
time conseguir ganhar a Libertadores tem que estar disputando sempre. Foi assim
com todos os clubes brasileiros que disputaram e conquistaram o título de
melhor das Américas. A repetição dá rodagem e alivia a pressão. Era nítida a
diferença entre os jogadores do Palmeiras e do Barcelona do Equador, time
imensamente inferior no papel. No campo, os jovens jogadores mostraram
tranquilidade, apesar de jogar no Allianz Parque lotado. Isso é Libertadores e
temos que aprender a jogá-la.
Fotos: Cesar
Greco/Ag.Palmeiras/Divulgação


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