POR TABATHA MAIA
![]() |
A Federação Paulista de Futebol e os clubes
participantes do Paulistão se uniram e lançaram o movimento #ElasNoEstádio (Foto:
Daniela Ramiro/FPF)
|
Mulheres
envolvidas em torcida organizada, mulheres gritando e pulando na arquibancada,
mulheres em rodas de conversa sobre futebol, bandeirinhas, árbitras, técnicas e
jogadoras. Sim, as mulheres estão se envolvendo cada dia mais no mundo
futebolístico, mas você sabia que esse número ainda é muito baixo?
Segundo
informações do Datafolha, apenas 14% do público que frequenta estádios no
Paulistão, é feminino. Um número bem baixo e assustador.
Mas por que será
que as mulheres não acompanham o seu time do coração mais de perto? Uma
pesquisa encomendada pela Comissão de Comunicação e Marketing da Federação
Paulista de Futebol (FPF), no mês de dezembro, ouviu três perfis de mulheres:
as que não frequentam os estádios, as que costumam ir eventualmente e as
assíduas nos jogos.
Na pesquisa, foi
possível identificar dois principais problemas: o conceito familiar ou social
de que o estádio não é lugar para mulher e a falta de incentivo ou companhia
para frequentar os jogos.
![]() |
Aline Pellegrino, diretora da
FPF, e Laura Louzada, coordenadora de Marketing do
Botafogo-SP e representante dos clubes (Foto: Tabatha Maia)
|
Diante desse
resultado, a FPF e os clubes participantes do campeonato se uniram e lançaram o
movimento #ElasNoEstádio, como uma forma de incentivo para que as mulheres
acompanhem o seu time do coração.
A campanha, que
tem como foco a princípio apenas o Paulistão, irá começar com algumas
iniciativas, como: um atendimento especial às mulheres nos estádios; a abertura
de um canal de comunicação exclusivo para as torcedoras
(elasnoestadio@fpf.org.br); incentivos aos coletivos de grupos femininos, e por
fim, uma delegada direcionada especialmente para esse atendimento em dias de
jogos.
O lançamento do
#ElasNoEstádio, ocorreu neste dia 21 de janeiro, na Federação Paulista de
Futebol. O assunto, primeiramente foi tratado com as mulheres jornalistas e com
as torcedoras, em uma coletiva seletiva.
![]() |
| Os jornalistas do sexo masculino foram “barrados” e acompanharam a coletiva seletiva através de um telão (Foto: Rodrigo Corsi/FPF) |
Após o término,
Aline Pellegrino, diretora de futebol feminino da FPF e embaixadora do
movimento, e Laura Louzada, coordenadora de Marketing do Botafogo-SP e
representante dos clubes, desceram até o saguão e conversaram com os
jornalistas do sexo masculino, que foram “barrados” e acompanharam tudo através
de um telão. E só tiveram acesso às entrevistadas após o término da coletiva
com as mulheres.
A ideia foi
mostrar aos homens o tipo de restrição social que algumas mulheres sofrem em
dias de jogos.
Presença dos
coletivos da torcida
![]() |
Representantes das principais torcidas femininas
dos clubes de São Paulo marcaram presença no evento na FPF (Foto:
Daniela Ramiro/FPF)
|
O evento contou
com a presença das principais torcidas femininas dos clubes paulistas: Santos,
Palmeiras, São Paulo, Corinthians e Guarani.
Durante a
explicação da campanha, foi possível notar a animação por parte das mulheres
presentes. Eu, aos 28 anos de idade, participei do evento e entendi a
importância da mesma.
Lembro-me de
alguns casos de restrição, de constrangimento que já passei, desde cara feia ao
falar que acompanho meu time e frequento estádios até sentar em uma roda de
conversa sobre futebol e não ter voz para opinar sobre o assunto.
Espero que com
essa campanha, as mulheres tenham um pouco mais de espaço para conseguir
acompanhar, torcer e mostrar que também entendemos sobre o assunto e gostamos
de ir aos estádios como qualquer homem apaixonado pelo seu time de coração.




Nenhum comentário:
Postar um comentário