ROBERTO
MAIA
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A
FIFA irá disponibilizar R$ 7,8 bilhões para auxiliar o futebol em todo o mundo
(Foto: FIFA.com/Divulgação)
Recentemente comentei nesse espaço que a Federação Internacional de Futebol (FIFA) havia comunicado através do seu presidente Gianni Infantino, uma série de ações em auxílio ao futebol. Na oportunidade ele disse que a entidade máxima do futebol mundial estava planejando a criação de um fundo global de assistência aos que forem afetados pela crise global causada pelo novo coronavírus (covid-19) e, também, para resolver situações contratuais de jogadores ao final da temporada, além da doação de US$ 10 milhões à Organização Mundial da Saúde (OMS) para o combate à pandemia.
No dia 31 de maço, a FIFA confirmou que o plano irá
disponibilizar cerca de US$ 1,5 bilhão – algo em torno de R$ 7,8 bilhões - das
suas reservas. O objetivo é auxiliar a comunidade do futebol em todo o mundo,
que está abalada pelas perdas causadas pela paralisação dos campeonatos. A
liberação dos recursos do fundo ainda depende de aprovação do conselho consultivo
da Federação. Segundo o mais recente balanço da entidade, há cerca de US$ 2,74
bilhões – mais ou menos R$ 14,24 bilhões - em caixa.
Enquanto isso, no Brasil, não há nenhuma sinalização
de como se dará o retorno das atividades esportivas quando o isolamento
domiciliar for suspenso. Clubes tentam, individualmente, negociar com seus
atletas e comissões técnicas, formas de reduções de salários para que possam
continuar honrando os compromissos com a folha de pagamento. Ficou definido que
os atletas estarão em férias coletivas entre os dias 1º e 20 de abril.
A Federação Nacional de Atletas de Futebol
Profissional (Fenapaf) e o Sindicato dos Atletas de Futebol demonstram
interesse e negociam com clubes, Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e
Rede Globo. Além do tema redução salarial também demonstram preocupação quanto
à indefinição sobre a conclusão dos campeonatos estaduais paralisados por causa
da pandemia.
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Se
a pandemia deixar, o Brasileirão 2020 terá início no primeiro final de semana
de maio (Foto: Lucas Figueiredo/CBF/Divulgação)
As entidades que representam os jogadores também estão sugerindo à CBF um novo modelo de disputa para o Campeonato Brasileiro 2020, com menos datas que o normal. Eles entendem que dependendo de quando as atividades voltarem ao normal, o Brasileirão somente conhecerá o campeão da temporada em 2021. A proposta apresentada contempla um campeonato com dois grupos de dez times jogando entre si. O campeão seria conhecido em jogos entre os dois primeiros colocados de cada um dos grupos.
Essa ideia, porém, não agrada à Rede Globo que há
muitos anos tem o futebol em sua grade de programação e contrato garante a
transmissão de jogos das 38 rodadas. O Brasileirão está previsto para começar no
primeiro final de semana de maio, no sistema de pontos corridos.
Mas tudo vai depender de quando as atividades
voltarão ao normal. No melhor dos cenários, dia 20 os jogadores retornam das
férias/isolamento e iniciam os treinos. Mais de 140 jogadores dos times do
interior paulista ficarão sem contrato no final de abril. Caso consigam manter
os atletas, a inatividade exigirá no mínimo 15 dias para começarem a readquirir
a forma física. O que coincidirá com o início do Brasileirão. Nesse caso, como
ficaria a conclusão dos campeonatos estaduais? Talvez possam ser utilizadas
datas entre junho e julho, período em que seria realizada a Copa América, que
foi adiada para o próximo ano.
O problema será se a pandemia avançar além de abril
aqui no Brasil, levando a medidas mais rigorosas para a contenção do covid-19.
Nesse caso o futebol não será o mais importante e sim a manutenção da saúde de
todos. Afinal, precisamos estar bem para quando tudo isso passar e podermos
voltar a lotar os estádios para assistir aos times de coração. Portanto, agora,
fique em casa!
ROBERTO
MAIA É JORNALISTA, CRONISTA ESPORTIVO, EDITOR DA REVISTA QUAL VIAGEM E DO
PORTAL TRAVELPEDIA


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