POR TABATHA MAIA
Mesmo decepcionado com a eliminação da Copa Libertadores, Rogério Ceni mostrou confiança em seu trabalho no Flamengo. (Fotos: Paula Reis/Flamengo)
Se tudo estava indo bem em Fortaleza....no Rio de
Janeiro, a história está se mostrando bem diferente. Pelo menos até o momento!
No começo de novembro, Rogério Ceni agitou o mundo esportivo ao trocar o
Fortaleza pelo Flamengo. O clube carioca aceitou pagar a multa rescisória no
valor de R$ 1 milhão, que valia para as duas partes em caso de quebra do
vínculo.
O técnico que chegou a ser apontado como um dos
principais nomes da atualidade no meio esportivo chegou trazendo muita
expectativa para a torcida rubro-negra, mas está deixando a desejar e já virou
até alvo de protestos entre os flamenguistas.
Em menos de um mês, o profissional já carrega duas
eliminações em sua bagagem, e ambas em jogos mata-mata. Na Copa do Brasil
contra o São Paulo, seu ex-clube, e a mais recente na Copa Libertadores contra
o Racing (ARG), nos pênaltis.
A eliminação da Libertadores, competição importante
para qualquer time, deu o que falar já que foram apontados diversos erros do
técnico, como terminar a partida sem dois jogadores importantes: Everton
Ribeiro e Arrascaeta. Mas manteve Vitinho até o final. Outro erro levantado foi
demorar em colocar Pedro na partida e não repor a expulsão do zagueiro Rodrigo
Caio.
Vale pontuar que no comando do Fortaleza, Ceni tinha
a segunda melhor defesa da competição no Campeonato Brasileiro e deixou a
equipe na zona de classificação para a Copa Sul-Americana.
Será que Ceni foi realmente precipitado em aceitar a
proposta do Flamengo? Na visão de alguns amantes do futebol esse era o momento,
já que ele conquistou tudo no Nordeste: a Série B do Brasileirão de 2018, a
Copa do Nordeste de 2019 e os campeonatos estaduais de 2019 e 2020.

Muitos críticos questionam
se o ex-treinador do Fortaleza está preparado para comandar um time da grandeza
do Flamengo.
Para outros, a grande maioria torcedores do tricolor
paulista, Ceni foi um grande “traidor”, já que a expectativa era de que ele
assumisse o clube no próximo ano após as eleições e a saída definitiva do
presidente Leco.
Precipitado ou não, nós só podemos trabalhar com os
números e eles não são dos melhores. Em seis jogos comandando o rubro-negro,
Ceni tem apenas uma vitória, três empates e duas derrotas. Até o momento, o
aproveitamento é de 33%, bem inferior ao de seu antecessor, o espanhol Domènec
Torrent, que somava mais de 60% até ser demitido.
É claro que com as duas eliminações, o Brasileirão já
se tornou meio que uma obrigação, segundo a cobrança da torcida após o jogo da
última terça-feira, no Maracanã.
Além de cobrar o título, a torcida não poupou nos
gritos e emendou “time sem vergonha”,
focando em dirigentes, nos jogadores Vitinho e Gustavo Henrique e, claro, no
Ceni. Será que ele irá aguentar essa pressão toda?
TABATHA
MAIA É JORNALISTA E COLABORADORA DO PORTAL TRAVELPEDIA

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