Brasileirão pega fogo na reta final
Por Roberto Maia
Certeza
de clássico eletrizante, o Corinthians de Malcon e o Santos de
Vanderlei voltam
a se enfrentar domingo (Foto: Divulgação/Ag.Corinthians)
No início a marca do campeonato era o baixo nível
técnico. Depois, a onda de conspiração e de possíveis armações para favorecer
esse ou aquele time. Agora, o que se vê são bons jogos e disputas acirradas que
podem levar ao título, à Libertadores ou, ainda, livrar do purgatório da Série
B. O que não mudou – e provavelmente não mudará em curto prazo – são erros da
arbitragem e a mania de demitir treinadores para encobrir planejamentos errados.
Esse é o desenho do Brasileirão 2015. E que me desculpem os defensores dos
mata-matas, nada melhor que a disputa por pontos corridos, que premia o melhor
trabalho ao longo de 38 rodadas e transforma jogos em verdadeiras decisões. Tai
o Vasco que não me deixa mentir.
Corinthians
-
Na disputa pela ponta, quando acreditavam que o Timão poderia disparar para a
conquista do hexacampeonato, o time caiu em Porto Alegre na derrota para o
Internacional, interrompendo a série invicta do Timão que já durava 17 jogos. A
vitória deu ao Inter – 8º colocado com 40 pontos - a certeza que pode pleitear
um lugarzinho entre os quatro primeiros do campeonato. Nesse jogo vibrante ficou
evidente as limitações do elenco alvinegro. Após a saída do titular Fábio
Santos, a lateral-esquerda foi ocupada por seu reserva Uendel, que se machucou
e cedeu o lugar para Guilherme Arana, garoto vindo da base que também se contundiu.
Uendel voltou a sentir a contusão no Beira-Rio e Tite teve que improvisar o
lateral-direito Edilson na posição. Deslocado em campo, foi o personagem do
jogo após tomar um humilhante drible da vaca que terminou em gol colorado.
Santos - A força do Corinthians será colocada à
prova no próximo domingo, quando terá pela frente o embalado Santos, que
quebrou o galho do líder do campeonato ao aplicar uma quase goleada no
vice-líder Atlético-MG. O alvinegro da Vila segue firme rumo à parte de cima da
tabela, após ter frequentado a zona dos times que serão rebaixados. A chegada
de Dorival Júnior ao comando técnico mudou a cara do time. O “professor” conseguiu
mesclar jovens como Gabriel, Geovânio, Thiago Maia e Lucas Lima, com a
experiência de Renato e Ricardo Oliveira – artilheiro do campeonato que se
Dunga não fosse tão cabeça dura levaria de volta à seleção. O resultado é um
futebol alegre e empolgante. Resta saber se o Santos manterá o fôlego para
jogar a Copa do Brasil e o Brasileirão simultaneamente.
O
bom entendimento entre Gabriel Jesus e Barrios pode levar o
Palmeiras ao G4 (Foto:
Cesar Greco/Ag.Palmeiras)
Palmeiras
- Ocupa
a sexta colocação na tabela, não está em melhor situação porque ainda oscila
muito entre boas apresentações e jogos medianos. Certamente o treinador Marcelo
Oliveira conseguirá resolver esse problema, porém não dá para cravar hoje qual
será a colocação do Verdão ao final do campeonato. Com 41 pontos, tem que
acumular mais pontos para ao menos garantir a vaga à Libertadores de 2016. O
garoto revelação Gabriel Jesus – que a cada jogo vai se soltando – pode ajudar
nessa missão.
São
Paulo - Em situação parecida com a do alviverde está o
Tricolor de Juan Carlos Osorio. O treinador colombiano – que já não é
unanimidade dentro do Morumbi – foi muito prejudicado pelo desmanche do elenco são-paulino.
Apesar disso e de não ter conseguido até agora ter um conjunto chamado de
titular, está conseguindo que o time, aos trancos e barrancos, se mantenha na
disputa para integrar o G4.
Principal
jogado do São Paulo, Alexandre Pato vive o melhor
momento jogando no Brasil (Foto:
Rubens Chiri/saopaulofc.net)
Ponte
Preta - Fechando o grupo de times paulistas na Série A,
até a Macaca, que parecia namorar sério com o rebaixamento, está em fase
ascendente e já está a seis pontos do primeiro time na zona da degola.
Os próximos dois meses serão eletrizantes e muita
coisa ainda pode acontecer. As vagas do G4 serão disputadas pelos times que
estão hoje entre os oito primeiros. Não creio que outros entrem nessa
briga.



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