Publicado em 28 de abril de 2016
Por Roberto Maia
Vai
começar o show, a chama olímpica já está a caminho do Rio
(Foto: Roberto
Castro/Brasil 2016)
Faltam menos de 100 dias para o início dos Jogos
Olímpicos no Rio de Janeiro e os únicos que demonstram otimismo são o prefeito Eduardo
Paes e o presidente do Comitê Rio 2016, Carlos Nuzman. As trapalhadas
verificadas na organização da Copa 2014 estão acontecendo em âmbito regional na
Cidade Maravilhosa. A frase “O Brasil não é um país sério”, popularmente
atribuída a Charles de Gaulle, nunca foi tão atual – e verdadeira.
Tal como aconteceu na Copa, as obras no Rio estão
inacabadas, atrasadas e muitas programadas inicialmente nem serão entregues. O
Engenhão, construído para o Pan-Americano de 2007, passa por reformas e não tem
prazo definido para ficar pronto. A Linha 4 do metrô está longe de ficar pronta
e pode nem circular antes do início dos Jogos Olímpicos. O estádio Aquático
Olímpico, já inaugurado, teve a disputa do Troféu Maria Lenk realizada em meio
a obras. O velódromo então é uma vergonha aos cariocas. Situado no Parque
Olímpico da Barra, a obra que deveria ter sido entregue no ano passado já atingiu
R$ 143 milhões e está com 85% de conclusão. Se ficar pronto a tempo será
utilizado sem nenhum evento-teste. Aí é que mora o perigo!
Não bastassem os atrasos, o Brasil é novamente alvo
– e com razão – da imprensa internacional que está colocando em dúvida a
qualidade e segurança das obras, além de ressaltar sempre a poluição da Baía de
Guanabara que receberá as competições de vela. A limpeza desse cartão postal da
cidade seria um dos melhores legados da realização da Olimpíada no Rio de
Janeiro. Infelizmente, isso não irá acontecer. Para a realização dos
eventos-testes, “ecobarcos” recolheram quase 30 toneladas de lixo. O que
acontecerá será apenas uma operação de limpeza nas raias de competição, através
de um plano de contenção do lixo flutuante. Que pena!
Para ajudar a afundar ainda mais a imagem do país
mundo afora, a queda do trecho da ciclovia na Avenida Niemeyer, que matou duas
pessoas, reforça as dúvidas sobre a qualidade das obras no Rio – e no Brasil. Não
basta nossa reputação achincalhada por causa do show de horrores protagonizado
pelos políticos brasileiros envolvidos em escândalos de corrupção, agora mais
essa.
Mas, independentemente de tudo isso, o fato é que a
chama olímpica acesa no Templo de Hera, em Olimpíada (Grécia), já está a
caminho do Brasil. E, quando chegar em território nacional, no dia 3 dia maio,
em Brasília, preparem-se, porque políticos, artistas e candidatos à fama travarão
uma disputa verdadeiramente olímpica para chegar perto da tocha e do tal fogo
sagrado. E como eu acredito na nossa capacidade de fazer trapalhadas, não
duvidem se alguém não conseguir apagar a chama durante uma selfie. Será uma vergonha
olímpica!
Paulistão
–
Semana passada alertei aqui que o Corinthians corria risco no jogo contra o
atrevido Grêmio Osasco Audax. O time treinado por Fernando Diniz demonstrou
muito sangue frio ao enfrentar o Timão na arena lotada de corinthianos.
Principalmente na hora das cobranças dos pênaltis. Realmente trata-se de um
conjunto muito bem treinado. O Santos de Dorival Junior terá muito trabalho na
decisão que começa neste domingo. Acredito que o fato de serem dois jogos
beneficia o Peixe, porém eu não apostaria meu dinheiro em mais um título santista.
O que tenho certeza é que serão dois ótimos jogos e com muitas emoções. Tomara
o Audax não seja mais uma bolha como tantas outras que já vimos. São Caetano e
Barueri comprovam o que estou dizendo.
Trecho
da ciclovia na Avenida Niemeyer, que matou duas
pessoas, reforça as dúvidas
sobre a qualidade das obras
(Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)


Nenhum comentário:
Postar um comentário