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| Andrés Sanchez assume a
presidência pela segunda vez com a missão de equacionar a dívida da Arena Corinthians |
POR
ROBERTO MAIA
Passada a ressaca do Carnaval voltamos novamente
nossas atenções ao futebol paulista. Na semana anterior à festa de Momo os
associados do Corinthians, em uma das eleições mais disputadas da história do
clube, escolheram um novo presidente. Novo é maneira de dizer, porque Andrés
Sanchez volta ao comando dos destinos do Timão pela segunda vez. Agora para um
mandato que vai até novembro de 2020.
Deputado federal pelo PT, Andrés obteve 1.235 votos
(33,9%) no pleito realizado no Parque São Jorge, superando Paulo Garcia (832 votos),
Antônio Roque Citadini (803 votos), Felipe Ezabella (461 votos) e Romeu Tuma
Júnior (278 votos). Houve, ainda, 18 votos nulos e 13 em branco. Compareceram
às urnas 3.642 associados de um total superior a 10 mil em condições de voto.
A volta de Andrés à presidência marca mais uma
vitória do grupo Renovação & Transparência, que completará 13 anos no
comando do Corinthians. Ele comandou de 2007 a 2012, sendo seguido por Mário
Gobbi e Roberto de Andrade. Durante o período em que ficou fora Andrés nunca
esteve ausente de fato. São muitos os comentários no clube e na imprensa que
ele sempre esteve por trás dos principais assuntos do clube, principalmente no
futebol.
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Das 24 chapas concorrentes, foram
eleitas as oito mais votadas, além de duas suplentes
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A votação também marcou uma nova forma na eleição
dos conselheiros. Com o fim do chamado “chapão”, quando 200 nomes eram
escolhidos pelo grupo do candidato à presidência, desta vez 24 chapinhas de 25
integrantes cada, concorreram às 200 vagas para conselheiros trienais. A grande
quantidade de candidatos se explica pela liberdade de poder colocar
candidaturas sem depender do humor e da boa vontade dos caciques que comandam a
política do clube. Pode até não ser o formato ideal, porém é muito mais
democrático que o anterior.
Foram eleitas as oito chapinhas mais votadas, além
de duas suplentes. As vencedoras foram as seguintes: Preto no Branco (412
votos), Fiéis Escudeiros (274 votos), Renovação e Transparência (232 votos),
Inteligência Corinthiana (184 votos), Mosqueteiros (179 votos), Tradição
Corinthiana (169 votos), Corinthians Supremo (162 votos) e São Jorge (161
votos). Resgata Corinthians e Aqui é Corinthians ficam na suplência.
Apesar do grande número de candidatos pedindo votos,
o dia transcorreu com muita tranquilidade. Infelizmente, pouco após o anúncio
da vitória de Andrés, um grupo de torcedores – a maioria não sócios do clube –
insatisfeitos com a sua volta ao comando, causou tumulto e cenas de violência.
Mas, felizmente, nada mais grave aconteceu.
O principal problema de Andrés será conseguir
recursos para poder fazer frente à dívida da arena em Itaquera. Para ajudá-lo
nessa difícil missão ele trouxe de volta Luís Paulo Rosenberg para novamente
assumir a diretoria de Marketing. Segundo Andrés, a arena não é um problema. “A
arena é solução. O Corinthians tem seus problemas históricos economicamente,
mas nunca deixou de pagar. Rapidamente vamos acertar tudo”, garantiu.
No futebol, Andrés ainda não trouxe nenhum nome de
peso e tampouco o desejado camisa 9 que a Fiel tanto espera. Mas resgatou o
volante Ralf – outro velho conhecido – que estava sem clube após o termino do
seu contrato com o Beijing Guoan da China; contratou o jovem atacante Matheus
de 19 anos junto ao América-RN; e adquiriu 50% dos direitos econômicos do
zagueiro Marllon, que pertencia ao Cianorte e atuou pela Ponte Preta no
Brasileirão de 2017.
Corinthians comprou 50% dos direitos econômicos do zagueiro Marllon,
que atuou
pela Ponte Preta no ano passado (Foto: Fabio Leoni/PontePress)




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