domingo, 18 de fevereiro de 2018

Andrés Sanchez volta à presidência do Corinthians com muitos problemas para resolver

Andrés Sanchez assume a presidência pela segunda vez
com a missão de equacionar a dívida da Arena Corinthians

POR ROBERTO MAIA

Passada a ressaca do Carnaval voltamos novamente nossas atenções ao futebol paulista. Na semana anterior à festa de Momo os associados do Corinthians, em uma das eleições mais disputadas da história do clube, escolheram um novo presidente. Novo é maneira de dizer, porque Andrés Sanchez volta ao comando dos destinos do Timão pela segunda vez. Agora para um mandato que vai até novembro de 2020.

Deputado federal pelo PT, Andrés obteve 1.235 votos (33,9%) no pleito realizado no Parque São Jorge, superando Paulo Garcia (832 votos), Antônio Roque Citadini (803 votos), Felipe Ezabella (461 votos) e Romeu Tuma Júnior (278 votos). Houve, ainda, 18 votos nulos e 13 em branco. Compareceram às urnas 3.642 associados de um total superior a 10 mil em condições de voto.

A volta de Andrés à presidência marca mais uma vitória do grupo Renovação & Transparência, que completará 13 anos no comando do Corinthians. Ele comandou de 2007 a 2012, sendo seguido por Mário Gobbi e Roberto de Andrade. Durante o período em que ficou fora Andrés nunca esteve ausente de fato. São muitos os comentários no clube e na imprensa que ele sempre esteve por trás dos principais assuntos do clube, principalmente no futebol.

Das 24 chapas concorrentes, foram eleitas as oito mais votadas, além de duas suplentes
A votação também marcou uma nova forma na eleição dos conselheiros. Com o fim do chamado “chapão”, quando 200 nomes eram escolhidos pelo grupo do candidato à presidência, desta vez 24 chapinhas de 25 integrantes cada, concorreram às 200 vagas para conselheiros trienais. A grande quantidade de candidatos se explica pela liberdade de poder colocar candidaturas sem depender do humor e da boa vontade dos caciques que comandam a política do clube. Pode até não ser o formato ideal, porém é muito mais democrático que o anterior.

Foram eleitas as oito chapinhas mais votadas, além de duas suplentes. As vencedoras foram as seguintes: Preto no Branco (412 votos), Fiéis Escudeiros (274 votos), Renovação e Transparência (232 votos), Inteligência Corinthiana (184 votos), Mosqueteiros (179 votos), Tradição Corinthiana (169 votos), Corinthians Supremo (162 votos) e São Jorge (161 votos). Resgata Corinthians e Aqui é Corinthians ficam na suplência.

Apesar do grande número de candidatos pedindo votos, o dia transcorreu com muita tranquilidade. Infelizmente, pouco após o anúncio da vitória de Andrés, um grupo de torcedores – a maioria não sócios do clube – insatisfeitos com a sua volta ao comando, causou tumulto e cenas de violência. Mas, felizmente, nada mais grave aconteceu.

Ralf atuou em 350 jogos e conquistou seis títulos pelo Corinthians:
Brasileirão (2011 e 2015), Libertadores (2012), Mundial de Clubes (2012),
Paulistão (2013) Recopa Sul-Americana (2013) (Foto: Daniel Augusto Jr./Ag.Corinthians)


O principal problema de Andrés será conseguir recursos para poder fazer frente à dívida da arena em Itaquera. Para ajudá-lo nessa difícil missão ele trouxe de volta Luís Paulo Rosenberg para novamente assumir a diretoria de Marketing. Segundo Andrés, a arena não é um problema. “A arena é solução. O Corinthians tem seus problemas históricos economicamente, mas nunca deixou de pagar. Rapidamente vamos acertar tudo”, garantiu.

No futebol, Andrés ainda não trouxe nenhum nome de peso e tampouco o desejado camisa 9 que a Fiel tanto espera. Mas resgatou o volante Ralf – outro velho conhecido – que estava sem clube após o termino do seu contrato com o Beijing Guoan da China; contratou o jovem atacante Matheus de 19 anos junto ao América-RN; e adquiriu 50% dos direitos econômicos do zagueiro Marllon, que pertencia ao Cianorte e atuou pela Ponte Preta no Brasileirão de 2017.

Corinthians comprou 50% dos direitos econômicos do zagueiro Marllon, 
que atuou pela Ponte Preta no ano passado (Foto: Fabio Leoni/PontePress)

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