POR
ROBERTO MAIA
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Portuguesa
começa a caminhada mais difícil da sua história
para tentar ressurgir no
cenário do futebol brasileiro
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Tal como
o Juventus, a Portuguesa Desportos é um time querido pelos torcedores da cidade
de São Paulo. E, por isso, muita gente deve estar sofrendo com a agonia sem fim
da Lusa do Canindé. Como diz a letra da música “A Felicidade” de Tom Jobim e Vinícius
de Moraes, “Tristeza não tem fim, Felicidade sim”.
No
último domingo, o clube deu mais um passo em direção ao fundo do poço. O time
foi eliminado da Série D do Campeonato Brasileiro ainda na primeira fase da
competição. Agora, após não conseguir o acesso para a Série A-1 do Campeonato
Paulista, a tábua de salvação é a Copa Paulista, um torneio “caça níquel” para
não deixar alguns times paulistas sem atividades. Se por um milagre conseguir
conquistar o título da competição poderá optar em participar da Copa do Brasil
ou do Brasileiro Série D em 2018. Se não conseguir o objetivo ficará fora das
competições nacionais pois não existe uma quinta divisão.
A Copa
Paulista começou no dia 30/07 e terá 22 equipes divididas em três grupos. A decisão
está marcada para 26 de novembro. A Lusa está no Grupo 3 ao lado de Portuguesa
Santista, São Caetano, Juventus, Água Santa, Taubaté, Nacional e Santos. A
estreia será hoje, dia 4, contra a Lusinha de Santos em casa. A sorte está
lançada!
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Pequena, mas vibrante, a torcida da Lusa acredita na volta por
cima
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No ano
passado, a Portuguesa terminou em 19° lugar a Série C e foi rebaixada para a 4ª
divisão do Brasileiro em 2017 – a quinta queda da Lusa. Mas o início da agonia lusa
teve início após o rebaixamento polêmico à Série B em 2013, quando escalou
irregularmente o jogador Héverton na última rodada. No tribunal a Lusa perdeu quatro
pontos, caiu da 12ª para a 17ª colocação e salvou o Fluminense da degola. O
caso continua mal explicado até hoje.
Fundada
em agosto de 1920, a Portuguesa até alguns anos atrás, figurava entre os cinco
grandes do futebol paulista. Na memória dos torcedores mais antigos ainda
brilham conquistas como as do Torneio Rio-São Paulo em 1952 e 1955, em uma
época em que essa competição era a mais importante do Brasil; e os três títulos
do Paulistão (a última em 1973 juntamente com o Santos). Em 1996, foi
vice-campeã do Brasileirão, e em 2011 levantou a última taça ao conquistar o título
do Campeonato Brasileiro Série B.
Ao longo
de quase 97 anos de história, vestiram a gloriosa camisa rubro-verde jogadores
como Djalma Santos, Julinho Botelho, Leivinha, Marinho Peres, Félix, Ivair, Enéas,
Roberto Dinamite, Capitão, Dener, Zé Maria e, mais recentemente, Zé Roberto,
Bruno Henrique e Ricardo Oliveira.
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Um
dos maiores jogares da Portuguesa em todos os
tempos, Ivair era chamado de “O
Príncipe"
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O
futebol paulista fica mais fraco sem a Portuguesa. Dirigentes dos clubes da
cidade deveriam se unir na tentativa de salvar a Lusa. Por que não emprestam
sem custos jogadores encostados em seus elencos. Pura utopia, claro. Tal como
aconteceu após a tragédia da Chapecoense, as palavras e promessas de ajuda se
diluíram no ar. A realidade é cruel.
Fotos:
Portuguesa/Divulgação



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