terça-feira, 4 de julho de 2017

Agonia sem fim! Portuguesa joga e espera por um milagre.

POR ROBERTO MAIA

Portuguesa começa a caminhada mais difícil da sua história 
para tentar ressurgir no cenário do futebol brasileiro 

Tal como o Juventus, a Portuguesa Desportos é um time querido pelos torcedores da cidade de São Paulo. E, por isso, muita gente deve estar sofrendo com a agonia sem fim da Lusa do Canindé. Como diz a letra da música “A Felicidade” de Tom Jobim e Vinícius de Moraes, “Tristeza não tem fim, Felicidade sim”.

No último domingo, o clube deu mais um passo em direção ao fundo do poço. O time foi eliminado da Série D do Campeonato Brasileiro ainda na primeira fase da competição. Agora, após não conseguir o acesso para a Série A-1 do Campeonato Paulista, a tábua de salvação é a Copa Paulista, um torneio “caça níquel” para não deixar alguns times paulistas sem atividades. Se por um milagre conseguir conquistar o título da competição poderá optar em participar da Copa do Brasil ou do Brasileiro Série D em 2018. Se não conseguir o objetivo ficará fora das competições nacionais pois não existe uma quinta divisão.

A Copa Paulista começou no dia 30/07 e terá 22 equipes divididas em três grupos. A decisão está marcada para 26 de novembro. A Lusa está no Grupo 3 ao lado de Portuguesa Santista, São Caetano, Juventus, Água Santa, Taubaté, Nacional e Santos. A estreia será hoje, dia 4, contra a Lusinha de Santos em casa. A sorte está lançada!

Pequena, mas vibrante, a torcida da Lusa acredita na volta por cima 

No ano passado, a Portuguesa terminou em 19° lugar a Série C e foi rebaixada para a 4ª divisão do Brasileiro em 2017 – a quinta queda da Lusa. Mas o início da agonia lusa teve início após o rebaixamento polêmico à Série B em 2013, quando escalou irregularmente o jogador Héverton na última rodada. No tribunal a Lusa perdeu quatro pontos, caiu da 12ª para a 17ª colocação e salvou o Fluminense da degola. O caso continua mal explicado até hoje.

Fundada em agosto de 1920, a Portuguesa até alguns anos atrás, figurava entre os cinco grandes do futebol paulista. Na memória dos torcedores mais antigos ainda brilham conquistas como as do Torneio Rio-São Paulo em 1952 e 1955, em uma época em que essa competição era a mais importante do Brasil; e os três títulos do Paulistão (a última em 1973 juntamente com o Santos). Em 1996, foi vice-campeã do Brasileirão, e em 2011 levantou a última taça ao conquistar o título do Campeonato Brasileiro Série B.

Ao longo de quase 97 anos de história, vestiram a gloriosa camisa rubro-verde jogadores como Djalma Santos, Julinho Botelho, Leivinha, Marinho Peres, Félix, Ivair, Enéas, Roberto Dinamite, Capitão, Dener, Zé Maria e, mais recentemente, Zé Roberto, Bruno Henrique e Ricardo Oliveira.


Um dos maiores jogares da Portuguesa em todos os 
tempos, Ivair era chamado de “O Príncipe"

O futebol paulista fica mais fraco sem a Portuguesa. Dirigentes dos clubes da cidade deveriam se unir na tentativa de salvar a Lusa. Por que não emprestam sem custos jogadores encostados em seus elencos. Pura utopia, claro. Tal como aconteceu após a tragédia da Chapecoense, as palavras e promessas de ajuda se diluíram no ar. A realidade é cruel. 

Fotos: Portuguesa/Divulgação

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