POR
ROBERTO MAIA
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Corinthians
pode continuar surpreendendo aqueles que
não conseguem decifrar o enigma de
Carille (Foto: Pixabay)
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"Decifra-me
ou te devoro." Esse era desafio da esfinge de Tebas, uma criatura mítica
com o corpo de leão e a cabeça de um humano, que conta a mitologia grega, eram mistificadas
como traiçoeiras e impiedosas. Assim é o Corinthians de Fábio Carille, que vai
eliminando adversários e calando críticos que não conseguem decifrar o seu enigma.
Com os bons resultados, muitos cronistas esportivos já apontam o Timão como
candidato ao título do Brasileirão. Situação totalmente inversa ao início do
ano, quando o time foi apontado por esses mesmos especialistas como a quarta
força do futebol paulista e que brigaria para não ser rebaixado no campeonato
nacional.
O
treinador corinthiano soube usar muito bem as previsões futurísticas para unir
o grupo de jogadores em torno de suas ideias e surpreender a todos. Incrível
ver a obediência tática dos atletas em campo - inclusive dos reservas e
reservas dos reservas. Embora o elenco seja bastante limitado, o time não
oscila quando tem que substituir peças por contusões ou suspensões. Prova
inequívoca que estão sendo muito bem treinados. Outra constatação é que o time
está muito bem preparado fisicamente. Méritos do preparador físico Walmir Cruz indicado
por Carille.
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| Fábio Carille ficou 9 anos como auxiliar técnico no Corinthians antes de assumir o time principal (Foto: Ag.Corinthians/Divulgação) |
Outro fato
importante é o aproveitamento de vários jogadores revelados na base do clube.
Claro que esse fato se deve muito mais à falta de dinheiro para contratações do
que a um planejamento estratégico. Mas o fato é que está dando certo e tem o
apoio dos torcedores. Jovens talentos como Guilherme Arana, Maycon, Pedrinho e
vários outros já são nomes conhecidos dentro e fora do Brasil.
Para
ajudar nessa fase importante de transição para o elenco profissional, o
comandante corinthiano chamou Osmar Loss, treinador gaúcho que foi duas vezes
campeão da Copa São Paulo de Futebol Júnior com o time Sub-20 do Corinthians.
Grande sacada! Tanto que muitos já projetam Loss como futuro treinador de
sucesso no cenário nacional.
Se não
perder jogadores como Arana e outros nessa janela de transferências do meio do
ano, o Corinthians pode sim continuar surpreendendo a todos que não decifrarem
o enigma de Carille.
Dança
das cadeiras no Tricolor: sai Ceni, entra Dorival Jr.
Rogério
Ceni errou ao acreditar que o passado como jogador era
suficiente para ser
treinador (Foto: Rubens
Chiri/saopaulofc.net)
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Em
fevereiro, disse nessa coluna que entre os novos treinadores do futebol
brasileiro, Rogério Ceni era o que começava mais pressionado. Falei na oportunidade
que o ídolo são-paulino foi muito corajoso em assumir o comando técnico do time
que defendeu durante 25 anos e onde ostenta o status de maior ídolo. Optou por
não seguir o modelo tradicional – come fez Carille – e começar por baixo, como auxiliar
de técnicos consagrados ou nas categorias de base. Acreditou que por ter jogado
em alto nível durante 25 anos acumulou conhecimento para ser treinador de ponta.
Seis meses mostraram que apenas essa bagagem não basta. É necessário adquirir
experiência na função, saber lidar com jogadores das mais diferentes personalidades.
O
experiente Dorival Jr. – injustiçado no Santos - chega para tentar tirar o time
da incomoda posição que ocupa no campeonato – 18ª colocação. Tem totais
condições para isso, pois experiência não lhe falta. E poderá contar com alguns
jogadores de bom nível, como é o caso de Lucas Pratto por exemplo. Claro, isso
se a diretoria do Tricolor parar de fazer trapalhadas e deixar o treinador
trabalhar em paz.


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